Conflito armado arrasta empresas à falência

DSC_0150-300x200 Conflito armado arrasta empresas à falênciaO conflito armado que se regista em diferentes pontos do País esta arrastar várias empresas nacionais e estrangeiras à falência, constatou adias em Quelimane, Rogério Manuel, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique -CTA.

“É claro que qualquer conflito armado impacta directamente na economia, a várias empresas no Pais que estão a fechar as portas, outras ainda estão a caminho de decretar falência”-precisou.

Rogério Manuel, falando em conferência de imprensa, defendeu que o País precisa de alcançar a paz para que os empresários voltem a investir e contribuir para o crescimento económico.

Lembrou que nenhum empresário sente-se confortável em investir num País em conflito. Apelou ao Líder da Renamo e ao Presidente da República para que produzam um diálogo franco, honesto e frutífero visando por termo a tensão político militar que se vive no País.

As transportadoras Maning Nice e Nagi Investiment por exemplo queixam-se de prejuízos avultados não quantificados devido a perca de clientes e danificação dos autocarros que efectuam as rotas inter-provinciais.

O Semanário Txopela ouviu algumas empresas que actuam no ramo madeireiro e constatou que o clima de guerra está dificultar seriamente os trabalhos de transporte e venda de recursos florestais.

Mesmo assim, ainda há empresas que conseguem superar os prejuízos e arriscar-se no mercado. Camionistas de longo curso falam de elevadas somas em dinheiro perdidos na rua devido ao conflito armado que se vive no País.

Um dos camionistas abordados pelo nosso Jornal no troço Caia- Nhamapandza, conta que vezes há que leva dois a três dias para fazer o transporte de bebidas da Beira à Quelimane.

“Isso não só afecta a nós os transportadores mas também as nossas famílias que precisam de algo para comer lá em casa, os utentes dos produtos que transportamos, como cimento de construção civil, refrigerantes, açúcar, óleo alimentar, farinha de trigo, ovos, frangos e outros produtos que abastecem as cidades”-desabafou.

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