EDITORIAL: Um discurso pode cativar mas não faz um Presidente

“É isto que nós queremos: um governo que assente numa ética que coloca a vida e a dignidade humana acima do lucro. Um programa que coloque a saúde e a educação de qualidade acima de um poder de consumo ilusório. Um governo que privilegie a paz, a paz e ainda a paz e promova o dialogo acima de disputas domésticas pelo poder. Um governo que privilegie a solidariedade, acima da competição desleal. Uma governação que pensa nas gerações futuras e por isso, entenda a importância de agir ecologicamente na exploração dos recursos naturais.” – Extracto do Discurso proferido pelo Presidente da Republica de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi na cerimónia de investidura em Maputo no dia 15 de Janeiro de 2015.

A maior parte dos moçambicanos ouviu Filipe Jacinto Nyusi discursar pela primeira vez à precisamente um ano e quatro meses em Maputo, no que os analistas sócio políticos na altura consideraram o melhor discurso inclusivo e pacifista que um Presidente de Moçambique independente já proferiu na sua cerimónia de investidura, era o reavivar da esperança de um povo, foi motivo de conversa de bares, as televisões e rádios promoveram debates fervorosos e quase toda gente esfregava as mãos de contente, afinal o pais iria mudar, as coisas iriam mudar para melhor depois do abismo que sem piedade o seu antecessor mergulhou o Pais.

Assistimos hoje um clima de medo instalado nos diferentes pontos do Pais, em que as forças militares da Renamo e do Governo da Frelimo estão a digladiar-se para ver quem realmente tem poder absoluto sobre a nação. Em consequência desta demonstração de forças bélicas somam-se mortes, prejuízos económicos, morais, sociais e de outra índole.

Num momento agudo de tensão, urge a necessidade de as partes cultivarem acções de paz, dialogarem e alcançarem consensos a bem da própria nação. Uns desejam governar outros não desejam reduzir as províncias que governam. Nisto, o mais importante é Paz, o povo quer somente a paz, poder circular, trabalhar, estudar e viver em paz. Senhor Presidente, faça tudo o que fizer mas o apelo é para que devolva a paz a esse povo inexigente. Todos os moçambicanos aguardam ansiosamente que o chefe do estado na qualidade de alto magistrado da nação moçambicana negocie com o partido renamo a fim de devolver a paz a pátria amada.

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