Moçambicanos refugiados no Malawi clamam por socorro!

ACNUR-precisa-de-15-milhões-de-dólares-para-ajudar-moçambicanos-no-Malawi-300x200 Moçambicanos refugiados no Malawi clamam por socorro!Cidadãos moçambicanos refugiados no vizinho Malawi devido a onda de confrontações armadas entre os homens armados da Renamo e Forcas de Defesa e Segurança clamam pelo fim das hostilidades militares, ajuda alimentar e de condições básicas de saúde.

Os deslocados no Malawi, acomodados no centro transitório de Luani renovam apelos à Paz em Moçambique e dizem que só poderão regressar ao País caso hajam condições de segurança.

A nossa reportagem conversou com cidadãos oriundos da província de Tete que ficaram retidos por alguns dias em Malawi devido a situação política militar que assola o País. Os nossos entrevistados, apelam ao líder da Renamo para abandonar as matas e dialogar com o Presidente da República a fim de se alcançar a paz no Pais. Há refugiados oriundos de Sabe, no Distrito de Morrumbala na Zambézia, que abandonaram suas casas devido a presença de homens armados da Renamo.

Um dos cidadãos moçambicanos ouvido pela nossa Reportagem disse que neste momento várias pessoas optam pelo troco Tete-Quelimane, passando via Malawi temendo ataques dos homens armados da Renamo.

Recorde-se que a escola e o centro de saúde da localidade de Sabe encontram-se encerados devido a tensão político militar. Os alunos e professores foram transferidos para outros pontos de Morrumbala e da província.

A presença de homens armados em alguns pontos do Pais esta perturbar o ambiente normal de ordem e tranquilidade pública, bem como amedrontar a população, razão pela qual vários deslocados a Malawi temem regressar as suas casas.

“O clima de instabilidade obriga-nos a passar via Malawi, queremos retomar as nossas actividades normais, poder trabalhar, estudar, circular e viver em paz ”-referiu a fonte.

Uma cidadã residente em Tete, abordada pela nossa reportagem disse que eh bastante arriscado passar pela via Gorongoza, por isso preferiu levar dias mais chegar em segurança a Quelimane aonde ia participar do funeral do seu ente querido.

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Alguns refugiados contam histórias de terror e medo. Falam de noites mal dormidas, fome, falta de assistência medica nos locais transitórios.

Dados em nosso poder indicam que o governo esta trabalhar para melhorar a situação dos deslocados e a monitorar a situação através da representação consular no Malawi e de outros mecanismos de cooperação.

Enquanto o clima de tensão se mantiver enraizado no seio das comunidades a situação dos deslocados continuara deplorável, disse.

 

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