Sabe, em Morrumbala: A Vida começa voltar a normalidade

 

DSC_0042-300x200 Sabe, em Morrumbala:  A Vida começa voltar a normalidadeA vida da população da localidade de Sabe, distrito de Morrumbala na Zambézia, começa voltar a normalidade depois dias de terror e medo protagonizado pelos homens armados da Renamo. Alguns professores entrevistados pela nossa reportagem afirmam que o clima de tensãopolítico militar tem estado a reduzir e a vida da população esta regressar a normalidade de forma gradual.

Embora prevaleçam homens armados da Renamo a circular por alguns pontos do distrito, a situação é considerada como estando a retomar a normalidade. Os Professores falam de regresso do clima de tranquilidade embora receiem eventuais ondas de ataques armados.

O desfile e exibição de material bélico reduziram consideravelmente de umas semanas para cá segundo depoimentos dos nossos entrevistados. “Inclusive há pessoas que já estão a regressar as suas casas e as suas actividades diárias, nestes dias a situação esta calma, não é como antes” -disse um Professor.

Neide Carlos, Residente na vila sede de Morrumbala refere que o distrito está calmo e a vida da população normal, tanto que o seu esposo docente, vai e regressa do serviço em segurança. A actividade comercial continua fluir a bom ritmo e os serviços públicos a funcionarem sem clima de tensão e medo que inicialmente aterrorizava os residentes de Morrumbala.

Entretanto, a nossa reportagem mediu o pulsar da situaçãopolítico militar que se vive na região de Caia-Nhamapandza e constatou igualmente ambiente de relativa calma depois de semanas de instabilidade. Produtores agrícolas da cultura de milho, na zona de Nhamapandza falam de ambiente tranquilo e boas perspectivas agrícolas para próxima safra caso os fenómenos calamitosos (seca ou cheias) não venham estragar os trabalhos de plantio.

“Nos só ouvimos que há colunas militares na estrada principal, houve confrontos ente as forcas da Renamo e do Governo mas aqui nesta zona não chegou, estamos a colher nosso milho a vontade, talvez em outras zonas”- referiu um agricultor. Uma outra produtora agrícola da região de Nhamapandza e residente na cidade de Quelimane conta que todas as semanas faz o troço Quelimane-Nhamapandza e a situação esta controlada mas desconhece no entanto se há ou não clima de tensão na zona posterior a de Nhamapandza.

Leia:  Moradores de Cossore privados de água potável

“Este ano consegui cinquenta e sete sacos de milho produzido em Nhamapandza e não vi nada de guerra nem homens armados da Renamo, mas ouvi falar que houveram ataques lá mais em frente mais de três vezes não sei se continua mas nessa região estamos um pouco seguros ainda não há algo grave” -afirmou a camponesa de quarenta e seis anos de idade.

Os moradores de Morrumbala, renovam apelos de paz e amor ao próximo. Pedem ao Líder da Renamo e o Chefe do Estado para que sentem a mesa do diálogo visando restabelecer a paz no País. Os funcionários públicos secundaram os apelos à Paz efectiva e duradoira para Moçambique.

LIVRE & INDEPENDENTE

© Jornal Txopela, 2017
Todos os direitos reservados
Fundado em 2014

REGISTO Nº 01/GABINFO-DEC/2016. © AFRO MEDIA COMPANY
Ir para a barra de ferramentas