TAIKON despeja caranguejo podre no rio Chipaka em Quelimane

– Autoridades com olhar impávido e sereno

– Populares e ambientalistas exigem medidas duras contra a empresa 

DSC_0566-300x200 TAIKON despeja caranguejo podre no rio Chipaka em QuelimaneA TAIKON, uma empresa com capitais chineses, que se dedica a venda e exportação de crustáceos a partir de Quelimane foi multada cento e cinquenta mil meticais, semana finda pelo Conselho Municipal de Quelimane por flagrantes violações ao meio-ambiente. Segundo, Óscar Ferreira do Comando da Policia Municipal de Quelimane, a empresa despejou nas bermas do rio Chipaka em Quelimane sacos até ao momento não quantificados de caranguejo em alto estado de deterioração. O assunto foi levantado em exclusivo pelo semanário Txopela a 4 de Junho de 2016, quando uma equipe de reportagem deste periódico deslocou-se ao local. Trata-se de um acto que atenta contra a saúde pública da população residente em Icidua, uma circunscrição geográfica que dista a cerca de 7 quilómetros do centro da cidade de Quelimane.

Fontes seguras informaram ao semanário Txopela de que o autarca da cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, visitou o local onde foram de forma criminal despejados os caranguejos podres e ordenou de imediato a policia e sectores forenses da sua máquina governativa a tomarem medidas correctivas e disciplinares no sentido de desencorajar comportamentos daquela natureza por parte da empresa e outras entidades.

A luz do novo código de postura municipal a empresa será “duramente disciplinada” assegurou o Chefe de Operações do Comando da Policia Municipal, Óscar Ferreira. Entretanto ao que se sabe até ao momento, aquela entidade (TAIKON) efectuou o pagamento de cerca de cem mil meticais referente a multa conquanto nenhuma outra medida foi tomada segundo as promessas do chefe das operações, sabe-se também que este tem sido o posicionamento daquela força “apenas multam e não dão prosseguimento dos tramites legais, é necessário abrir processos judiciais contra essas empresas ou pessoas, o rio que poluem é um atentando a saúde publica e uma violação grossa da lei ambiental, ninguém sabe até ao momento quantas mais toneladas não foram despejadas e provocando nesta medida doenças na autarquia”- reclamou Verónica Amaral, uma ambientalista ouvida pelo semanário Txopela.

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Passadas cerca duas semanas, a reportagem do semanário Txopela voltou ao local aonde foram despejados um volume significativo de sacos contendo caranguejo podre para apurar se haviam sido retiradas das águas do rio ao que constatou-se de que a força policial municipal não obrigou a empresa para remover ao que segundo populares ouvidos pela nossa reportagem denuncia conivência dessas actitudes. “Não basta multar é preciso educar, cada vez que essa empresa vier deitar caranguejo será multada e nos a população passaremos sempre mal, deviam antes da multa vir proceder a remoção porque isto é perigoso”- reclamou Idalina Sebastião. ENOS MAULATE   

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