CRIME AMBIENTAL: População exige o encerramento da Fabrica ALIF QUÍMICA

-Conselho Municipal de Quelimane acusado de conivência.

A empresa ALIF QUÍMICA, uma indústria de produção de óleo alimentar é acusada pelos moradores do Bairro Saguar em Quelimane de poluição ambiental. Instalada em uma área residencial, a empresa de acordo com os moradores, além de estar a poluir o meio ambiente, drena toda sujidade produzida no rio dos bons sinais em Quelimane. Captura-de-ecrã-2016-09-1-às-12.26.10-300x188 CRIME AMBIENTAL: População exige o encerramento da Fabrica ALIF QUÍMICA

É um problema antigo e que tira sono os moradores do bairro Saguar em Quelimane. Cheiro forte de produtos químicos e águas negras que colocam em perigo a saúde pública dos moradores do bairro, caracterizam a alegada poluição. Tratam-se de três viadutos que transportam quantidades assinaláveis de produtos químicos do interior daquela fabrica e despejados na vala de drenagem para posteriormente desaguar no rio bons sinais.

“Eu que moro próximo, tenho dificuldades em dormir, estamos a passar mal, as autoridades municipais já foram para lá mas não fazem nada, nestes dias o que fala mais é o dinheiro, são comprados e não actuam como deve ser em defesa da população ” – Lamenta Luísa Sebastião, moradora daquele bairro a mais de 27 anos .

Segundo fontes que o Semanário TXOPELA ouviu, estas asseguram que por dia chegam a 5 descargas daqueles produtos em quantidades industrias e que tal facto vem criando um mau estar no seio daquela comunidade, dado que, liberta um cheiro nauseabundo e tóxico agravado pela imundice que cria no local. Os moradores dizem-se agastados e que tentativas de contactos com a direcção daquela empresa foram inúmeras vezes encetadas sem no entanto conseguirem alcançar o seu desiderato. As queixas surgem num momento que são cada vez mais reportados naquela circunscrição o aumento de doenças respiratórias principalmente em crianças com destaque para a asma.

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Conivência das autoridades

Os moradores lembram que o caso já foi reportado as autoridades municipais e dos serviços de saúde e de ambiente ao nível provincial conquanto os técnicos enviados para reporem a legalidade não trazem resultados palpáveis e que segundo os nossos entrevistados este posicionamento revela uma cumplicidade e existência de nepotismo agravado pela corrupção, os funcionários destas instituições são acusados de receber avultadas somas em dinheiro como forma de comprar o olhar impávido e sereno das instituições que tem a competência de solucionar o problema.

“Estamos fartos com este problema que já tem barbas brancas e seriamente nos afecta , os nossos filhos passam todas as noites com febres e não temos solução, um dia vocês virão aqui e encontraram todas as pessoas mortas por conta desta inalação forçosa de produtos tóxicos e nocivos a nossa saúde ”- Explica Rute Noronha entre lágrimas e abraçada aos seus dois filhos.

A luz do primeiro ponto do art. 9 da Lei Ambiental n° 20/97 de 1 de Outubro “Não é permitida, no território nacional, a produção, o deposito no solo e no subsolo, o lançamento para água ou para atmosfera, de quaisquer substâncias tóxicas e poluidoras, assim como a practica de actividades que acelerem a erosão, a desertificação, o desflorestamento ou qualquer forma de degradação do ambiente, fora dos limites legalmente estabelecidos.” A nossa reportagem dirigiu-se as instalações daquela empresa na tentativa de ouvir as declarações da direcção, esta declinou-se a falar sobre o assunto. ZITO OSSUMANE

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