EDM longe de alcançar meta para este ano

Novas ligações

EDM longe de alcançar meta para este ano

IMG_2446-200x300 EDM longe de alcançar meta para este anoQuelimane (Txopela) – A Electricidade de Moçambique (EDM) Área de Quelimane, não vai poder alcançar as metas estabelecidas para o presente ano, no que concerne a novas ligações e em causa estão vários factores combinados.

Só para se ter uma visão da situação, a Electricidade de Moçambique previa para o presente ano 2016, efectuar um total de 6000 novas ligações, todavia, até esta parte do ano foram efectuadas apenas 2386 ligações, o equivalente a uma fasquia de 40%, – disse uma fonte oficial da Electricidade de Moçambique. Eng. Marques, chefe de operações da EDM área de Quelimane que engloba, Chinde, Micaúne, Mopeia, Morrumbala, Namacurra, Macuse, Nicoadala, Licuar, Inhassunge e Chimuara, explica que metas são metas mas há várias dificuldades no terreno.

“Nós não podemos fazer novas ligações se ainda não temos uma rede consistente que ofereça energia eficiente, eficaz e sobretudo contínua, este é um dos factores”, – disse.

O nosso interlocutor explicou ainda que anteriormente quando se sentia necessidade de se expandir energia para um determinado ponto, reunia-se a estrutura do bairro e a população e formulavam um pedido, para não expandir energia de maneira desordenada e sobretudo sem qualidade, primeiro opta-se em construir redes condignas e posteriormente fazer novas ligações.

Segundo explicou, no princípio do ano é feito um plano, define-se a expansão de rede em alguns pontos e daí são definidas as metas para novas ligações.

O crescimento populacional e a necessidade de consumo de energia cada vez mais avançado nos últimos tempos, é apontado como sendo um dos factores. Há muita diferença da velocidade do crescimento populacional dos tempos remotos em relação os actuais, portanto, existe uma desproporcionalidade entre o crescimento e a oferta de energia.

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O aparecimento de novas zonas de expansão, é apontado como um outro factor que faz com que as metas não sejam cumpridas na íntegra, pois o orçamento é feito no princípio do ano e quando aparecem as tais zonas há necessidade imediata de a ligar com energia, colocando em causa o planejado.

“Roubo de energia, é uma outra dor de cabeça”, – disse o nosso entrevistado. Este explica que nas inspecções de rotina têm se deparado com muitas situações do género e o procedimento imediato é suspender o fornecimento e fazer-se uma avaliação de quando é que o cliente parou de fazer o consumo normal e calcular-se com base na sua media de consumo e aplicar-se a respectiva multa.

Por mais que pareça incrível, ao que apuramos, há profissionais verdadeiramente da EDM que tem estado envolvidos nestes casos de roubo de energia. A fonte não entrou em detalhes, mas explicou que estes têm estado a receber duras sanções internas para disciplina-los e desencoraja-los.

Existem profissionais sazonais do sector que tem ajudado nos trabalhos de força e outros que também tem estado envolvidos nestes casos e aos que são interpelados são rapidamente retirados do processo.

Aliado a roubo de energia, está o roubo de cabos de espia, facto que fragiliza a rede e muitas vezes não há possibilidade de fazer vistorias constantes em alguns pontos que são longínquos e são postes que caem, podendo ate criar situações danosas.

Estas duas últimas situações estão a preocupar em grande medida as entidades da Electricidade de Moçambique, porque perdas constitui o foco. É distribuída uma energia X e a facturação é abaixo do distribuído, o investido não é o recuperado, é preocupante. Isto priva inclusive de outros cidadãos poderem ter acesso a energia, pois na leitura de carga de ponta quando se estiver a consumir energia de maneira ilegal a contagem não deixa de acontecer e a rede é que fica saturada por causa de consumidores ilegais que no entanto não dão retorno positivo aos cofres da EDM.

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Na ocasião aquele profissional apelou aos cidadãos para que tenham consciência destes factos e sobretudo ajudem com boas atitudes para que outros cidadãos tenham acesso à energia que é por si só um instrumento de desenvolvimento. Este aconselhou ainda que seja usadas lâmpadas florescentes que embora seja caras do ponto de vista de compra são de baixo consumo porque solicitam uma quantidade de energia muito baixa e o cliente sai com isso a ganhar, para alem de que tenha uma luz muito boa, diferentemente das lâmpadas incandescentes que são menos caras na compra mais consome muita energia, não custa fundir e a luz não é das melhores. (Redacção)

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