Jornalista comemora sete anos de liberdade

Rastafariano, moçambicano, 1. 75 Metros de altura, de 35 anos de idade, egocêntrico e sempre trajado de vestes que o identificam. Sapiência, inteligência, ciência e experiência, constituem as características básicas do Jornalista Cultural e Artesão Viegas Macherene. Tão complexa quanto a sua religião é a estória deste homem que comemora no presente mês 7 anos de liberdade, que entre as letras de Boby Marley encontrara a sua personalidade.

Foto-de-Alcides-madeira-300x200 Jornalista comemora sete anos de liberdade

Partindo do princípio de que toda cultura é valida, o jornalista cultural, do Jornal Zambeze defende a importância de valorizar as outras culturas para podermos melhorar a nossa própria cultura, “pois se nós depreciamos uma cultura podemos cair numa cegueira intelectual e não nos perceber a nós próprios”.

Lutar contra a descriminação e a descompressão, tem sido o diário do Jornalista desde a época da sua formação em Jornalismo, na Escola de Jornalismo em Maputo. “ Eu era assumido como drogado e como uma pessoa que não deveria estar no cotidiano da escola, até que um certo dia o docente separou-me de toda turma por ser como sou. E quando fui ter com o director, este disse que eu estava lá como se fosse uma pessoa nua” contou.

De acordo com o Jornalista, foi levado a prisão injustamente por agentes da polícia da Republica de Moçambique, acusado de consumir canábis-sativa perante as crianças. Onde ficou preso durante quatro meses e sete dias na cadeia central de Maputo, na qual chegou a fundar uma igreja. Facto que fez com que fosse liberto a 9 de Janeiro de 2010. Razão pela qual, o Artesão comemora a sua liberdade em Setembro de cada ano.

“Mesmo agora já fui escorraçado de fóruns ou ambientes de trabalho por polícias e descriminado por que não acreditam muito que um rastafári possa ser um Jornalista, mas de acordo com o meu trabalho e o meu comportamento, muita gente acaba me compreendendo, portanto são muitas conquistas que o trabalho vem me dando” revelou o Artesão.

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Mais a fundo, Viegas diz que o tribalismo foi uma marca em Moçambique até um certo período. Porém, cré que nos tempos que correm, existe muita simbiose cultural das tribos no nosso país. Apesar de existirem pequenos traços.

Contudo, referia-se que Viegas Macherene foi o primeiro Jornalista a fundar o Primeiro Boletim Informativo em Moçambique em 2004, na ACRIDEME (Associação de Pais amigos da criança portadora de deficiência Mental) aceite pela ministra da Mulher e Acção Social na altura e inaugurado a 3 de Dezembro do mesmo ano.

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