Acidentes de viação: Números reduzem mas a realidade continua amarga

 

Acidente-na-zambezia-300x181 Acidentes de viação:  Números reduzem mas a realidade continua amargaQuelimane (Txopela) – Setenta acidentes de viação foram registados nos primeiros nove meses deste ano, nesse caso de Janeiro à Setembro, um número que quando comparado com igual período do ano passado, representar um decréscimo em 23 casos, ou seja, de Janeiro à Setembro do ano passado foram registados 93 acidentes de viação.

Num balanço da segurança rodoviária dado pela Polícia da República de Moçambique na Zambézia, através do seu respectivo porta-voz Jacinto Félix, esta segunda-feira, apuramos que nos setenta acidentes ocorridos este ano sessenta e sete pessoas morreram e outras oitenta e uma contraíram ferimentos graves contra noventa e três e 98 do igual período do ano passado respectivamente.

A capital provincial da Zambézia, Quelimane, é apontado como sendo o maior palco de acidentes, sendo que no período em análise as estatísticas apontam para 28 o número de acidentes ocorridos neste ponto, contra trinta e dois de igual período do ano passado. Seguido de Nicoadala com 17 casos registados.

Pedido para falar das principais causas deste acidentes, o porta-voz da PRM apontou em velocidade excessiva, condução sob efeito de álcool e má circulação de ciclistas.

 No último caso, ma circulação de ciclista, a fonte sublinhou que um pouco pela província da Zambézia, a bicicleta é usada como principal meio de circulação e os ciclista tem pouco se não mesmo falta de domínio de código de estrada situação que tem estado a fazer com que haja muitos acidentes de viação causados por estes, com principal incidência para a cidade de Quelimane.

Na ocasião, Jacinto Félix, deu a conhecer que no mesmo período em análise, um total de 26 automobilistas foram inibidos de conduzir devido a várias irregularidades com destaque para condução sob efeito de álcool.

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A polícia diz que apesar da redução dos números, vai continuar a trabalhar para garantir que os acidentes reduzam para o mais baixo nível possível e aliás, o nosso interlocutor assegurou que nos últimos dias tem estado a ser feito um trabalho multissectorial entre a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações da Zambézia, Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), Polícia Trânsito e Administração Nacional de Estradas (ANE), para que a acção seja mais fluida do ponto de vista de resultados.

Entretanto, embora os números apresentados pela PRM apresentem alguma redução de acidentes, há quem diga que a realidade não se encaixa tanto aos números, pelo que a Polícia da República de Moçambique juntamente com outras individualidades ligadas a área rodoviárias devem fazer um poço mais do que estão a fazer, porque nos últimos tempos as estradas apresentam um índice considerável de perigo de vida para os utentes. (Jacinto Castiano)

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