De Hospital Provincial à Hospital Geral

Captura-de-ecrã-2016-08-9-às-07.06.17-300x175 De Hospital Provincial à Hospital GeralQuelimane (Txopela) – Com a entrada em funcionamento do Hospital Central de Quelimane (HCQ), o Hospital Provincial de Quelimane (HPQ) passa à Hospital Geral, resultado da requalificação feita pelo Ministério da Saúde para conferir maior fluidez na prestação de serviços de saúde aos cidadãos nesta parcela do país.

Esta informação foi dada a conhecer sexta-feira última por Hidayat Kassim, Director Provincial da Saúde da Zambézia, em conferência de imprensa convocada para o efeito.

O dirigente aproveitou a ocasião para dissipar alguns equívocos “gostaríamos de informar a toda população que o Hospital Provincial de Quelimane não vai encerrar, relatos que circulam na comunidade que referem que o mesmo irá encerrar é uma desinformação”, – disse, para depois esclarecer que o HPQ foi requalificado e passará a designar-se Hospital Geral de Quelimane.

Neste âmbito, segundo Hidayat, para além do banco de socorro, maternidade, laboratório, farmácia, estomatologia, passara a ter outras quatro valências, nomeadamente, pediatria, medicina, cirurgia e ginecologia obstetrícia, com serviços de 15-20 camas em cada enfermaria. As outras especialidades como é o caso de ortopedia, passaram para o Hospital Central de Quelimane, disse a fonte.

Todo doente que se apresentar no Hospital Geral de Quelimane com estado moderado a grave consoante a decisão do clínico em solicitar transferência para o Hospital Central, isto será feito com os recursos do próprio hospital, através de ambulância disponível para evacuar o paciente do Hospital Geral de Quelimane para o Hospital Central”, – disse numa alusão hipotética de proibição categórica de cobranças ilícitas para evacuação de pacientes para aquela que é a maior unidade sanitária da província da Zambézia.

Na sequência, o director provincial da saúde explicou que todo o paciente que necessitar de uma consulta especial como é o caso de cardiologia, neurocirurgia, urologia, o clínico avaliando o caso do mesmo, vai fornecer uma guia para se apresentar no HCQ.

Leia:  “Dialogo é a ferramenta essencial para o alcance da paz”- Dom Hilário.

Na ocasião, aquele dirigente deu a conhecer as directrizes de funcionamento e admissão de pacientes através do Banco de Socorros do HCQ e sublinhou, ” todo doente grave, nesse caso, asmático, acidentado, traumatizado, vítima de intoxicação com sinal de perigo, como por exemplo alteração do nível de consciência, hipertensão, convulsões, dificuldades respiratórias, em suma todos doentes graves, terão acesso gratuito e isto é extensivo aos doentes transferidos de outros pontos da província e não só“.

Segundo Hydayat, os pacientes que se apresentarem no HCQ sem no entanto apresentar um estado de saúde que se considere grave e que poderia ter passado por um centro de saúde e ou pelo Hospital Geral de Quelimane será aplicado uma taxa a que designou, taxa moderadora de 100 meticais.

De acordo com a mesma fonte, o Hospital Central é de qualificação quaternária, portanto deve direccionar as atenções aos pacientes com patologias complexas que realmente precisam de atenção especializada.

“Queremos encorajar a nossa população, aos nossos pacientes para que quando sentirem sintomas mínimos que se desloquem aos centros de saúde e lá os clínicos iram direccionar ao HCQ, caso seja necessário.

Na mesma ocasião, Ladino Suade, Director Geral do Hospital Central de Quelimane, que o facto de a cidade de Quelimane possuir um Hospital Central não implica que toda outra rede sanitária fica bloqueada ou paralisada e realçou que os pacientes com menos gravidade do ponto de vista de saúde devem usar a rede periférica porque o HCQ é reservado para patologias complexas.

Refira-se que a taxa moderadora de 100 meticais já começou e entrou em vigor a partir da segunda-feira (7) (Jacinto Castiano)

Leia:  Filipe Nyusi recebe Presidente da Assembleia Nacional de Angola

 

LIVRE & INDEPENDENTE

© Jornal Txopela, 2017
Todos os direitos reservados
Fundado em 2014

REGISTO Nº 01/GABINFO-DEC/2016. © AFRO MEDIA COMPANY
Ir para a barra de ferramentas