Estado moçambicano está enfraquecido

bandeira-de-mocambique-300x143 Estado moçambicano está enfraquecidoQuelimane (Txopela) – O Professor Doutor Zacarias Ombe, defende que Moçambique deve procurar melhorar cada vez mais os processos educativos para dar resposta a eminente fragilidade que o Estado está passar, uma pressão directa do neoliberalismo.

Zacarias Ombe defendeu este posicionamento, a quando de um seminário provincial “Re-Significacando a Pátria e Cidadania” havido sexta-feira (4) no auditório da Universidade Pedagógica de Quelimane.

Ombe considerara que a questão da “Redignificação da Pátria” constitui um grande desafio da edução não só a edução formal (dada nas escolas) como também a não formal que é feita em casa, pelos órgãos de comunicação social e outras instituições que promovem a educação do cidadão.

A fonte aponta que o fortalecimento da Pátria esta directamente ligada a questão da cidadania que na era da globalização tende a ganhar novos contornos e neoliberalismo que fundamenta-se na promoção das forças do mercado sendo elas determinantes no desenvolvimento das sociedades e muitas vezes enfraquecendo o próprio Estado, instituição que garante os ideais de uma Nação, da cidadania, coesão social e territorial.

“Pensamos que a educação deve ser reforçada e que encontre meios que de facto possam promover uma cidadania baseada na inclusão, na diversidade e sobretudo baseada na capacidade crítica de valorização dos elementos positivos existentes numa determinada sociedade e que podem constituir bases para o desenvolvimento da mesma sociedade”, -disse.

O académico, sublinhou a ideia de que as forças contrárias à coesão social e territorial não possam impedir a marcha de uma nação rumo ao progresso.

Ombe, manifestou optimismo quanto a possibilidade de Moçambique resgatar os valores económicos, sociais e políticos do país.

“De facto no país há um movimento tendente ao resgate dos valores culturais, continua a haver uma capacidade de por exemplo organizar debates, possibilidade de organizar eventos como jogos escolares, festivais de cultura e outros eventos que juntam moçambicanos, favorecido pelos meios de comunicação existentes contribuindo assim para a resistência da globalização hegemónica que tende a provocar erosão cultural e marginalização dos valores da identidade nacional”, – disse Ombe.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte avançou que a educação deve ser capitalizada no sentido de que nela contribua para a criação da riqueza nacional através da identificação de recursos escondidos que uma vez descobertos e utilizados para a geração de rendas possam permitir que haja mais empregos para melhorar a renda dos moçambicanos e facilitar que haja uma sociedade mais inclusiva,  mas a inclusão não pode ser feita com a panela fazia, rematou.

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O processo de identificação de soluções de natureza económica, disse a fonte, consegue-se formando pessoas capazes que estejam ligadas aos processos produtivos concretos e nesse ponto, Prof. Ombe chamou a dedicação das universidades no país para que possam ser mais pragmáticas.

A mesma fonte, disse haver limitações nos processos de inclusão no país. “O próprio sistema económico, portanto a economia de mercado, é geradora de diferenças por causa da sua pretensão de maximizar os lucros, e também a necessidade de investir em alguns espaços do que nos outros” e continuou “por exemplo numa província pode haver distritos que tenham maior potencial e consequentemente mais oportunidades e os outros e consequentemente os que vivem nos postos de maior potencial terão acesso a mais serviços, água e luz. A outra fonte geradora de diferenças tem a ver com o nível tecnológico empregue nos processos produtivos que faz com que um elevado investimento é capaz de gerar um número insignificativo de emprego em relação a expectativa existente, então, não gerando empregos suficientes associado ao facto de uns terem salários altos que os outros, faz com que a desigualdade seja algo quase que inevitável”.

Para o académico, a solução passa necessariamente pelo incremento da produção, descoberta de formas alternativas sem que seja necessariamente as formas que necessitam altos investimentos de capitais. Que envolvam mais pessoas nos processos produtivos de modo que as desigualdades sejam atenuadas e assim se evite possíveis convulsões sócias.

Refira-se que participaram do evento, membros da máquina governativa e não só, sociedade civil, académicos, estudantes e docentes de várias instituições de ensino superior e outros seguimentos da sociedade. (Jacinto Castiano)  

 

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