Fome afecta 1.5 milhões de moçambicanos

Fome-em-mocambique-300x169 Fome afecta 1.5 milhões de moçambicanosQuelimane (Txopela) – Perto de um milhão e meio de pessoas no país estão a ser assolados pela insegurança alimentar. Apesar dos avanços no sector agrário, a fome continua fustigar centenas de famílias moçambicanas, situação que veio agravar-se devido aos fenómenos combinados da seca severa e estiagem que se fizeram sentir com maior intensidade nas regiões norte e centro do País.

Em algumas regiões do território nacional o cenário é mais acentuado devido a onda de ataques armados contra alvos civis e militares que tem culminado com a destruição de campos de cultivo e ameaças aos produtores de comida.

Por conta da raridade das chuvas, vários rios secaram e sistemas de irrigação dos campos tornaram-se inoperacionais. O problema é bicudo. Nas zonas rurais, as populações viram-se obrigadas a consumir tubérculos como folhas de batata-doce, mandioca e frutos silvestres devido a insuficiência de alimentos.

A queda irregular das chuvas, obrigou ao Governo, através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades -INGC intervir junto dos parceiros como o programa Mundial de Alimentação e Unicef para mobilizar recursos alimentares as populações.

Na campanha passada, 2015-2016 várias extensões de culturas diversas ficaram perdidas não obstante os esforços empreendidos pelos produtores do sector familiar bem como associados.

A agricultura de subsistência que faz a maioria da cadeia de produção agrária moçambicana viu-se bastante prejudicada na campanha agrária passada.

Não houveram políticas claras por parte de quem de directo para antever cenários desoladores no plano agrário visando precaver a população desta intempérie.

Para a presente safra agrária, o Presidente da República Filipe Nyusi incentiva o incremento dos níveis de produção e produtividade com vista a fazer face aos actuais desafios impostos pela insegurança alimentar e economia nacional.

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A campanha agrária 2016-2017 será um logo e duro cavalo de batalha para o executivo de Nyusi, visto que na safra anterior os resultados foram desastrosos. O desafio é trazer resultados animadores quer no sector familiar bem como nas culturas de rendimento, que em muito contribuem para aumento de divisas no Pais.

O fortalecimento das técnicas de produção, aumento das áreas de cultivo, uso de maquinaria, extencionistas multiplicação de variedades de produtos e uso de fertilizantes são algumas das apostas que serão aplicadas para alcançar os resultados almejados.

O parque de máquinas já está a ser aprovisionado e colocado a disposição dos produtores, tudo para inverter o cenário da época anterior. Resultados promissores são esperados. Há boas perspectivas de produção em toda cadeia segundo deu a conhecer o Presidente da República em Mopeia na Zambézia, durante o lançamento da presente campanha agrícola 2016-2017. (Redacção)

 

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