Governo da Zambézia garante produtos alimentares no mercado durante a quadra festiva

Mercado-Provisorio-de-Sangariveira-300x167 Governo da Zambézia garante produtos alimentares no mercado durante a quadra festivaQuelimane (Txopela) – A província da Zambézia possui quantidades suficientes de produtos alimentares para fazer face as festividades dos cidadãos no Natal e do fim do ano.

A garantia foi dada na manhã desta quarta-feira (16) em Quelimane por Virgínia Muianga, Directora Nacional das Operações da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), em conferência de imprensa convocada para o efeito.

Virgínia Muianga explica que foi concluído um trabalho ao nível da província e aferido o nível de disponibilidade de produtos alimentares e a indicação é de que há garantias de produtos nesta quadra festiva embora hajam alguns focos de ruptura, tal é o caso de frango, ovos, açúcar e peixe. Nesses produtos de acordo com a dirigente poderá verificar-se um pequeno défice. Na mesma óptica, estão os vegetais, como é o caso de tomate e cebola.

Segundos dados em nosso poder, existem pelo menos cerca de 3 mil toneladas de produtos diversos da cesta básica alguns dos quais, trigo, arroz, farinha, ovos, batatas entre outros. Existem ainda cerca de 88 mil litros de óleo, 20 mil frangos e 33 mil dúzias de ovos. São dados transitórios e que podem variar tendo em conta que o abastecimento e o consumo não param.

Para fazer face a eventual situação de ruptura destes produtos, Virgínia Muianga, avançou a possibilidade de intercâmbio através dos planos inter-provinciais, no sentido de que se uma província possui mais reservas em relação as outras poderão apoiar de modo a garantir a estabilidade da oferta e em última instância a estabilidade dos preços.

Sobre a vertiginosa variação de preços dos produtos que se verifica nos mercados quer formais e informais, a fonte avançou que o INAE, possui um instrumento, a legislação para regular mas a mesma não consegue travar a galopante variação dos preços porque admite que aceite-se os custos da aquisição do produto e a partir do valor da aquisição é que este deve variar o preço e cabe ao INAE, controlar apenas a margem sobre o custo de aquisição.

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A fonte explicou que a variação dos preços deve estar dentro da margem aceitável nesse caso vertente, existem dois padrões estabelecidos. O primeiro é para os retalhistas que varia entre 20 a 25% acima do valor de aquisição e o segundo para os grossistas que varia de 10 a 15% mas isto exclusivamente para os 12 produtos eleitos para sexta básica, alguns dos quais batata-reno, cebola, tomate, ovo, frango congelado, açúcar, arroz, óleo, farinha de milho e farinha de trigo. Fora dos produtos mencionados, as autoridades não fazem controlo da margem sobre o valor de aquisição, sendo que a estipulação dos preços cabe ao agente económico, disse.

O facto de Moçambique ser um país que importa bastantes produtos é o que está a pesar em grande medida sobre a variação de preços. ” É só imaginar um produto que vem do Zimpeto em Maputo, para chegar em Quelimane já está encarecido. Encarece a partir da África do Sul, encarece na fronteira, encarece no próprio Zimpeto até na Zambézia porque temos o custo de transporte e de outros factores e quando chega aqui o preço já é muito alto”, disse, para depois esclarecer a necessidade de intercâmbio inter-provincial para que se encontre um ponto de equilíbrio através dos produtos nacionais.

Na ocasião, aquela dirigente deixou ficar um apelo ao público, no sentido de fazer compra de produtos de maneira antecipada, porque se forem feitas acima da hora pode ser bastante oneroso. Igualmente deve-se estar bastante atento sobre a possibilidade de especulação de preços ou seja, há preços aplicados sobre os produtos na prateleira e quando se solicita em quantidades altas para a compra os preços mudam imediatamente a isso.

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Igualmente, deve se ter atenção em relação à qualidade dos produtos, sobretudo que diz respeito aos prazos de validade, porque sendo um tempo de maior pressão corre-se o risco de comprar produtos fora do prazo. (Jacinto Castiano)

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