Insólito: Idosa retira cruz do túmulo para casa

cidade-de-quelimane_0302-300x169 Insólito: Idosa retira cruz do túmulo para casaQuelimane (Txopela) – Uma idosa cuja identidade não apuramos, retirou sexta-feira (4) uma cruz num suposto tumulo e a levou para sua casa. O Acto teve lugar na zona residencial de Sangariveira arredores da cidade de Quelimane.

Esta situação preocupou em larga medida aos moradores próximos da senhora e aliás, estes chegaram mesmo a acusa-la de acções supersticiosas que esta supostamente engendra para tirar farinha, arroz e outros pertences das pessoas na circunscrição onde reside.

Segundo apurou a nossa reportagem no local, a tal senhora, mora numa casa onde é inquilina e este facto, coloca a dona de casa numa situação de comprometimento, pois aos olhos das pessoas a acção parece combinada.

Em entrevista o semanário Txopela, a legítima dona de casa, que se identificou por Carolina Agostinho, disse não saber do que se passou e nem os porquês daquela acção que aos seus olhos como os da maioria é comprometedora.

Apa iyo naiya ninokana okwiri ngama okwiriya buniielela, onodzowa vego mbumudja muthu wokhodo djiwa ngamala bukala ninga taduwa“, literalmente traduzido seria ” nós as mulheres temos feitiçaria e depois a mesma volta contra nós mesmas, tu comes pessoa que não se devia comer (preparada) e viras uma maluca“, disse para depois afastar-se da acção cometida pela sua inquilina.

Porque a tal senhora já havia se retirado da casa por causa da presença de pessoas que reivindicavam uma explicação do acto estranho, não foi possível ter a versão dela, mas os presentes esclareceram que a senhora usa a cruz de maneiras que qualquer uma pessoa pode notar algo desajustado.

Siló Zeca uma cidadã que falou à nossa Reportagem, sublinhou que viu a senhora passar com a cruz ao pôr-do-sol daquela sexta-feira.

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“Ela leva a cruz, senta-se sobre ela e começa a tomar banho. Igualmente quando esta a cozinhar coloca a cruz de lado da panela, isso é estranho”, – disse.

“Nossa farinha, nosso arroz não custa acabar dentro. Você compra 25 kg de arroz leva apenas duas semanas, como?”, questionou Tatiana Justino, uma outra cidadã em conversa com a nossa Reportagem.

Com forme constatamos, há um sentimento de revolta dos cidadão e a senhora pode mesmo chegar a ser escorraçada daquela zona, porque como avançamos, pensa-se na possibilidade de que esta acção esteja na origem de suposto desaparecimento de géneros alimentícios. (Ernisio Daniane)

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