Organização do Festival de Zalala acusada de falta de transparência

Banhantes-300x169 Organização do Festival de Zalala acusada de falta de transparênciaQuelimane (Txopela) – A menos de nove dias para o arranque da 9ª edição do Festival de Zalala, alguns cidadãos na cidade de Quelimane, acusam a Direcção Provincial da Cultura e Turismo da Zambézia de falta de transparência na selecção dos músicos que irão fazer parte deste evento e apontam que a escolha devia ser mediante critérios conhecidos pelo público.

Facto apontado é que há um cartaz que está a circular nas redes sócias a sensivelmente um mês na qual constam alguns nomes que na opinião dos nossos entrevistados não reflecte efectivamente a vontade do público local.

Estes apontam por exemplo inexistência de nomes sonantes da música zambeziana como é o caso de Kelly, DJ. Snoop, Dj. Djamo, Suragy entre outros e no seu entender não faz sentido um festival feito praticamente nas “barbas” destes e eles não fazerem parte.

A título de exemplo, Maria Camilo cidadã residente no bairro Sococo, disse em entrevista que gostaria de ouvir músicas de casa a se fazerem sentir no palco e dançar de alegria mas isso não vai ser possível porque segundo disse, houve um total exclusão e diz ainda não saber o que é necessário para estes músicos constarem da lista de actuação.

Rui Marcelino, um outro cidadão que falou ao semanário Txopela, fez um olha crítico a este facto pois segundo disse, não faz sentido que músicos como estes não se façam sentir embora venham músicas comerciais, mas é isto que as pessoas de casa gostam ouvir.

“Visto que é um evento local, acredito que mais de 90% de pessoas que estão a participar do festival são de cá e principalmente lá de Maquival, penso que seria lógico e bonito que os músicos locais aqueles que na verdade são ouvidos actualmente estivessem lá, porque estes cantam e encantam o público, outros podem aparecer sim mas os músicos locais são indispensáveis”, – disse a nossa fonte.

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O nosso interlocutor entende que a Direcção Provincial da Cultura e Turismo agiu com pouca eficácia, pois devia primeiro fazer um trabalho de base ir até às comunidades e perceber delas o que querem ouvir, quais as musicas e os músicos que devem actuar, porque o festival foi idealizado para estas mesmas comunidades, rematou.

Sarita Ernesto, uma outra cidadã, disse a nossa reportagem que não se justifica que cantores naturais não se façam sentir em peso, “não é justo”, – realçou.

Tal como outros cidadãos, a nossa interlocutora disse que seria importante que a DPCTZ fizesse uma auscultação de modo que apurasse quais os músicos que as pessoas gostariam de ver a participar do evento.

“Eu quero acreditar que dentro da comissão haja consenso quanto a indicação dos músicos, porque não acredito eles terem pegado assim de qualquer maneira, acho também que olharam por alguns aspectos, claro, aspectos estes que nós como publico desconhecemos” – opinou.

Numa outra abordagem, a nossa entrevistada disse que deviam fazer como acontece no Ngoma Moçambique, fariam uma lista enorme constando nomes de possíveis músicos e as pessoas indicavam e participavam mediante o voto porque afinal de contas o “cache” que será dado a estes músicos sai do erário público embora participem algumas empresas com apoios.

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