QUELIMANE: Clima de tensão na Assembleia Municipal

Quelimane (Txopela) – Desde a 4ª Sessão da Assembleia Municipal de Quelimane (AMQ), o ambiente não tem vindo a ser dos melhores, tudo porque membro da bancada da Frelimo na Assembleia Municipal, Nilza Gomes, teria proferido palavras ameaçadoras ao edil de Quelimane, Manuel de Araújo, aliás uma situação que foi noticia em quase todos órgãos de comunicação sedeados em Quelimane.

Na sessão seguinte, portanto, a 5ª, o edil de Quelimane, veio ao público reivindicar alguma punição para Nilza Gomes a membro da Frelimo, bancada minoritária na AMQ.

Estamos aqui com pessoas, todos nos aqui 40 membros da Assembleia Municipal, acompanhamos essa ameaça que foi feita nesta sala, é inaceitável que este órgão não tenha tomado nenhuma acção subsequente, nem a bancada de onde ela é proveniente, a bancada minoritária, nem a bancada maioritária nem a Mesa da Assembleia”, – disse Araújo num tom de quem esteva bastante amargurado com a situação.

Na sequência, o autarca sublinhou que o Regimento da Assembleia Municipal era claro quanto a isso. “Em nome da lei e da democracia, quero que o regimento seja cumprido” e continuou “não podemos continuar com a cultura da impunidade, a impunidade gera reincidência dos mesmos factos. Uma membro da Assembleia Municipal a senhora gomes, está alí, acusou-me, alias, prometeu dar um tiro na cabeça do Presidente do Conselho Municipal, uma entidade eleita pelos munícipes da Cidade de Quelimane. A mesa da Assembleia deve reagir, deve fazer cumprir o regimento” – reiterou.

 Araújo quer escamoter a lei

Manuel-de-Araujo_02x12x625x210-300x101 QUELIMANE: Clima de tensão na Assembleia MunicipalEntretanto, Abrão Macete, o chefe da Bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), por sinal a bancada maioritária e do partido que Araújo faz parte, repreendeu passivamente o presidente do Conselho Municipal dando-lhe a entender que o regimento da Assembleia Municipal de Quelimane não previa medidas punitivas contundentes para membros que transgredirem as normas do funcionamento.

“O nosso regimento apenas diz, no caso existir confusão dentro da sessão, o presidente pode interrompe-la temporariamente e se persistir, o membro que tiver provocado a confusão pode ser retirado/da e se formos a ver a questão que define a perada de mandato, não esta previsto que quem cria confusão dentro da sessão este deve ser tomado exacta e aquela medida”, disse para depois expressar o descontentamento e da Bancada do MDM ao comportamento de Nilza Gomes.

De maneira hipotética, Abrão Macete deu uma palmatória nas costas dos membros daquela casa, pelo facto de estarem a fazer discursos de pedido a paz de boca para fora quando na própria Assembleia o clima é de guerra e vincou a necessidade de as discussões estarem viradas para assuntos do povo e não partidários como tem estado a acontecer nos últimos tempos.

Quero recordar que estamos aqui para defender o interesse dos que nos elegeram e nos pautamos por uma cultura de paz, uma cultura de harmonia, essa paz que tanto falamos se observe tanto dentro desta sala como em diversos lugares onde convivemos”, disse, para depois propor que o regimento fosse novamente parecida de modo que seja mais interventivo e responda cabalmente aos problemas emergentes naquela casa e inclusive, prevejam-se medidas disciplinares para cada infracção que cada membro tiver cometido.

Macete foi mais longe ao apontar, quão o regimento da Assembleia Municipal é lacunoso e no seu entender, são estas lacunas que tem estado por de trás do ambiente de convulsão na Assembleia Municipal.

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Perturbador da ordem é Araújo

Entretanto, reagindo as lamentações de Manuel de Araújo, Rijone Bombino, chefe da Bancada da Frelimo na Assembleia Municipal, disse que se existe alguém que tem estado a perturbar a ordem na nas sessões da Assembleia Municipal e que devia ser definitivamente proibido de fazer parte é Manuel de Araújo, presidente do CMCQ.

No entender de Bombino, as lamentações de Araújo são infundadas e a margem da lei ou seja, as suas lamentações não podem ser acomodadas ao nível da assembleia porque o regimento não é aglutinador das questões do género.

Num outro passo aquele chefe da bancada, disse que Nilza Gomes, seu par na Assembleia Municipal, não prometeu morte a Araújo, o que ela fez foi sim acautelar pelo comportamento “desajustado” que o edil tem estado a tomar a quando das sessões e chegou mesmo a dizer que se realmente o que lhe foi feito é uma ameaça de morte devia de dirigir aos órgãos da justiça.

“Nós respeitamos e muito o presidente do Conselho Municipal de Quelimane nunca quisemos desrespeita-lo e não queremos, mas ele ate chama-nos de assassinos, isso é falta de respeito “, – lamentou.

Num outro passo Bombino, frisou que o edil de Quelimane tem estado sistematicamente a desviar-se das agendas do dia e quando isso acontece põe-se a falar coisas que não tem nada a ver por isso mesmo as pessoas olham isso com desagrado e quando se pronunciam, ele sente-se acusado, quando na verdade ele é que tem estado frequentemente a acusar os outros, disse. (Redacção)

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