Sinistralidade rodoviária: Morrem cinco pessoas por dia

Acidente-na-zambezia-300x181 Sinistralidade rodoviária: Morrem cinco pessoas por diaQuelimane (Txopela) — O País registou, no terceiro trimestre deste ano, uma redução de todos os indicadores de sinistralidade rodoviária, mercê da intensificação das acções de sensibilização e fiscalização por forma a que os automobilistas cumpram as regras de trânsito.
No período em alusão, os acidentes de viação, o número de óbitos e de feridos reduziram em 15%, 12% e 6%, respectivamente, embora os valores absolutos continuem bastante elevados, o que encoraja o País a redobrar os esforços para a consolidação e melhoria destes indicadores.

Entretanto, apesar desta tendência, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, considera que a situação actual da sinistralidade rodoviária em Moçambique representa um problema de saúde pública, tendo em conta o aumento das suas consequências, sobretudo no que diz respeito aos óbitos.

Carlos Mesquita, que falava na II Gala sobre a Segurança Rodoviária, que teve lugar esta quinta-feira, 17 de Novembro, na cidade da Matola, província de Maputo, mencionou o facto de, entre os anos 2011 e 2015, o País ter registado uma média diária de nove acidentes de viação, resultando em cinco óbitos, seis feridos graves e oito ligeiros.

“Os acidentes de viação estão a ceifar vidas humanas e a destruir património público e privado. A morte de cinco pessoas por dia, vítimas da sinistralidade rodoviária é um indicador que expressa a gravidade que o fenómeno já atingiu no nosso País, se tivermos em linha de conta o impacto social que estas mortes representam”, disse o governante.

Na ocasião, Carlos Mesquita exortou a sociedade para a tomada de consciência sobre a necessidade da promoção das acções de sensibilização e promoção da segurança rodoviária, tendo em conta que as causas dos acidentes de viação têm a ver com a má travessia dos peões, excesso de velocidade, condução sob efeito do álcool, corte de prioridade, fadiga e sonolência, ultrapassagem irregular, mau estado técnico dos veículos, entre outras.

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Por seu turno, Olinda Joaquim, membro da Associação Moçambicana para as Vítimas da Insegurança Rodoviária (AMVIRO), sugeriu que o País adoptasse mecanismos de compensação às vítimas de acidentes de viação envolvendo viaturas não asseguradas ou cujos condutores apresentam irregularidades, tais como a falta de habilitação para o efeito, como forma de assegurara a assistência e compensação das vítimas.

Olinda Joaquim, que também falava em representação das vítimas de acidentes de viação, queixou-se da morosidade que se verifica na tramitação de processos que dão entrada nos tribunais como consequência da sinistralidade rodoviária, assim como dos valores de indemnização, que os considera insignificantes.

Na cerimónia, que teve como lema “Juntos Promovendo a Segurança Rodoviária, Solidariedade e Paz”, foram distinguidos o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, e a Universidade Nachingwea.
Falando na qualidade de primeiro membro honorário da AMVIRO, Guebuza exortou a sociedade a se empenhar cada vez mais no combate aos acidentes de viação que, segundo disse, reduzem a capacidade humana e material de que a nação dispõe para o crescimento e desenvolvimento.

” A nação perde, em termos de capacidade humana, recursos valiosos que contribuem para o seu crescimento e desenvolvimento. Devota recursos escassos na recuperação de vítimas de insegurança rodoviária que seriam mais úteis, se investidos produtivamente em outras áreas” disse o antigo Presidente da República.

A II Gala sobre a Segurança Rodoviária, organizada pela AMVIRO, em parceria com os Ministérios dos Transportes e Comunicações, Interior, Saúde, Obras Públicas e Recursos Hídricos insere-se no âmbito do Dia Africano da Segurança Rodoviária, que se assinala todos os anos no terceiro domingo do mês de Novembro, desde 2011. (Redacção)

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