Terra do fala que te calo — Belcio Mahoho

 TERRA DO FALA QUE TE CALO

O nosso solo grita de um nome que não se sabe se è exactidão

Lá se vai o tempo em que a luta era em palavras e discussões

Dão te a liberdade de expressão

Mas de Liberdade não tens nada!


Dão te o pão e o queijo mas não te servem a mesa

Dão-te a cadeira

Mas se sabe que se te sentares iras te crivar

Luta-se nas ruas da urbe onde sabe-se que se vai longe

Mas tudo se segue planejado

Para que aparenta uma desorganização popular

Se fala de das vacas magras, mas das vacas gordas nunca

Dão te a voz

Mas se as palavras se romperem podem servir de seu próprio túmulo

Ou calas ou somes



Chora-se de dor

As árvores estremecem quando a seiva se sente a mágoa da facada

Mas quando esta se farta

A facada deixa de ter poder

Morrem de voz mas não de mente

A tua liberdade torna-se temida

E o teu sacrifício torna espaço, Deus te ouça

Te ouça sim

Pois a tal Cidade apenas serve

Pra que não te escondas onde não podem te encontrar

Membros do abismo levantam sussurrado ao ver teus dentes

E quando ressonas, também ressonam eternamente teus sentidos

Que cidade, que liberdade de Expressão

Os becos as vezes são a controvérsia da verdade

E teus dedos podem servir de tua bússola

Quando o assunto è pegar na caneta

E quando abres a mente também abres os portões da vida sem donos

Vivemos Nos na cidade do fala que te calo
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