Nyusi quer “acabar” com a importação de frango

Filipe-Nyusi-conferencia_imprensa_eua_2016-300x230 Nyusi quer “acabar” com a importação de frangoQuelimane (Txopela)- O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, dirigiu hoje, no distrito de Rapale, na Província de Nampula, o Seminário Nacional de Avicultura, que decorreu sob o lema “Pela auto-suficiência em produtos avícolas e geração de rendimento”.

Intervindo no evento, o Chefe do Estado afirmou que devemos aumentar drasticamente a produção para acabarmos com a importação de frango dentro do presente ciclo de governação (2015/19), e colocar Moçambique na prestigiada lista dos maiores produtores de frango no mundo, onde pontificam os Estados Unidos da América, Brasil, China, Tailândia, entre outros.

Pelas estatísticas, a produção do frango em Moçambique actualmente situa-se nas 75 mil toneladas, o que para o Presidente da República é insuficiente para cobrir as necessidades de consumo interno, acrescentando que é obrigação do Governo, e não só, trabalhar afincadamente para que todas as famílias tenham acesso fácil, a preços competitivos, nutrientes de frango e seus derivados.

O Chefe do Estado apontou os factores críticos que afectam negativamente a estrutura da produção avícola no país, caso dos elevados custos de produção que ditam o preço de venda ao consumidor final, o contrabando na importação do frango, a baixa capacidade produtiva para o estabelecimento do mercado nacional, a existência de poucos matadouros profissionais que possuam meios de conservação para grandes quantidades, assim como a reduzida disponibilidade da matéria-prima para a produção de rações, entre outros pontos.

Para reverter esta situação, o Chefe do Estado garantiu que o governo tem estado a introduzir medidas e políticas de incentivo com vista a estimular o sector agrário no geral e, de forma particular, beneficiar e proteger a indústria avícola nacional, como a isenção do IVA na importação de matérias-primas para o fabrico de rações destinadas a alimentação de animais de reprodução e de abate, a implementação de mecanismos de controlo de importação do frango através do sistema de quotas concedido a alguns importadores, a adopção e implementação de mecanismos de financiamento à cadeia de valor através da introdução de linha de crédito da avicultura, que visa financiar pequenos produtores, entre outras.

Leia:  Moçambicanos refugiados no Malawi clamam por socorro!

Apresentando estatísticas, o Presidente Nyusi indicou que em 2019 as necessidades de consumo de frango a nível nacional, estarão na ordem das 96.863 toneladas por ano, e nessa altura o país estará a produzir para satisfazer a procura interna, e quiçá a exportar para outros países.

Para o Presidente da República, até 2019, as famílias moçambicanas não devem continuar a encarar a carne de frango e ovos como um luxo, mas sim como alimentos que fazem parte da rotina da sua dieta alimentar. “Até 2019, na dieta alimentar das famílias moçambicanas, consumir carne de frango ou ovos não deve ser um luxo apenas reservado para os dias de festa ou quando se recebe visitas. O frango e o ovo devem fazer parte da rotina da dieta alimentar das nossas famílias”, afirmou o estadista moçambicano.

LIVRE & INDEPENDENTE

© Jornal Txopela, 2017
Todos os direitos reservados
Fundado em 2014

REGISTO Nº 01/GABINFO-DEC/2016. © AFRO MEDIA COMPANY
Ir para a barra de ferramentas