Época chuvosa: Na zona do Padeiro-Zambézia – população clama por um lugar seguro

Por: Jacinto Castiano –


Quelimane (Txopela) – A população do bairro novo do Padeiro, um zona baixa situada na cauda da zona cimento da cidade de Quelimane, na província central da Zambézia, antevê riscos e clama pela adopção de medidas de segurança por parte das autoridades governamentais, de modo a evita o pior em casos de queda de chuvas fortes que os coloque numa situação de inundados.

Estas questões foram colocadas na manhã desta segunda feira-feira (23), por moradores daquele bairro, em entrevistas separadas à Reportagem do Jornal Txopela.

Facto é que o Instituto Nacional de Meteorologia, prevê chuvas com tendências para a cima do normal nos primeiros três meses de 2017 corrente, portanto, Janeiro, Fevereiro e Março.

Face a isto a Reportagem do Txopela, deslocou-se ao Bairro Novo do Padeiro para junto dos populares, apurar até que ponto sabem da situação prevista pelo INAM, e se sim, qual seria o seu posicionamento.

Ao que apuramos, primeiro, a maior parte da população pelo menos daquele bairro, está desprovida desta informação, pois segundo dizem, não têm rádio nem televisão.

Foi possível notar o espanto de cada um com quem mantivemos contacto, ao abordarmos o que está previsto pelo INAM, pelo que a falta de conhecimento do previsto, constitui uma realidade.

Depois de contextualizados, em separado, os populares convergiam na questão de que havendo possibilidades as autoridades governamentais deviam encontrar uma zona segura enquanto tempo para os albergar, visto que em casos de realmente verificar-se uma precipitação a cima do normal, o bairro não poderá escapar a inundação, tendo em conta a sua localização.

Só para citar, Carimo Amisse Assan, disse em entrevista que se realmente há previsões de chuvas fortes, devia se pensar em colocar uma espécie de vala de drenagem, para escoar as águas e assim elas não criam danos maiores maiores. Uma outra forma de contornar o efeito das águas proposta por este cidadão, é que da um procure entulhar o seu quintal a um nível que poder.

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Se lhe sugerissem para sair deste para um outro ponto? A essa Questão Carimo Amisse Assan, respondeu nos seguintes termos “se houvesse possibilidades eu aceitaria, desde que seja um lugar seguro, eu vivo aqui porque não tenho outro sitio e se o governo me arranjar um sitio que se considere seguro eu vou”, disse para depois acrescer “eu não sabia de nada sobre essa informação de chuvas, assim se não fosse o senhor, as coisas aconteceriam tudo em forma de surpresa para mim e minha família”. 

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