No HGQ aumentam casos de mordeduras. Sector alerta: Raiva = morte

Joana Cuambe


Quelimane (Txopela) — A cidade de Quelimane está a registar nos últimos dias um aumento considerável de casos de mordeduras caninas, o facto esta a preocupar as autoridades sanitárias ao nível da cidade.

O facto foi recentemente avançado por Feliciano Mateus, director dos Serviços de Urgência no Hospital geral de quelimane (HGQ) em entrevista o Jornal Txopela.

Segundo apuramos, aquela unidade sanitária tem vindo a receber em media diária dois casos de mordedura canina desde a segunda quinzena de Dezembro último. A fonte não precisou se dos casos que estado a dar entrada existem pacientes que já tenham sido diagnosticados como sendo portadores do vírus da raiva, todavia esclareceu que as mordeduras estão relacionadas com o período reprodutivo destes animais.

O sector de saúde alerta para que no caso de um individuo encontrar uma matilha de cães o melhor e aconselhável é que não se exponha, afaste-se e procure um outro caminho como forma de evitar a mordedura.

Só no ano passado os serviços veterinários receberam 351 casos de mordeduras de animais onde 88 por animais conhecidos, 63 conhecidos mas não vacinados, 186 animais vadios, informou a chefe do departamento de sanidade, Onoria Eliseu.

No mesmo período 6 cães morderam igual numero de pessoas e foram suspeitos de raiva mas não ficaram confirmados pois os serviços veterinários não tem canis onde possam colocar os animais em quarenta para melhor observação e analise do seu comportamento.

De 2011 à 2015, 31 pessoas morrem com raiva na Zambézia. Para mitigar o facto o sector tem vindo a promover campanhas de vacinação de animais domésticos nos bairros e zonas recônditas da província central da Zambézia.

As autoridades de saúde instam a população para que levem os seus animais aos serviços veterinários por forma a vacinar e evitar a proliferação desta doença que quando não tratada por levar a morte, aliás, depois desta ser diagnosticada como sendo verdadeiramente raiva, hipótese de sobrevivência do paciente é de 0%, pois a nível internacional a raiva não tem cura#

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