Formandos entram no IFP com um nível de conhecimento péssimo

Alunos-atrasados-300x201 Formandos entram no IFP com um nível de conhecimento péssimo

Alunos Atrasados na ESG. Quelimane meio dia, esta segunda-feira (20)

ANO FORMATIVO 2017

  • Refere António Bofana, director do IFPQ

Quelimane (Txopela) – A menos de 14 dias após o arranque das aulas no IFPQ (Instituto e formação de professores de Quelimane), a reportagem do Jornal Txopela, procurou junto do Instituto de Formação de Professores de Quelimane, compreender como o ano formativo teria começado e sobretudo apurar garantias de no final termos nas escolas professores com qualidade desejável tendo em conta que a instituição está vocacionada a formação de professores para o ensino primário sobre o qual o problema de qualidade de ensino se assenta.

António Bofana, começou por reconhecer a responsabilidade acrescida que a instituição tem na reversão do actual quadro de ensino. “A qualidade no ensino primário deve ser aceitável pois é o alicerce de qualquer desenvolvimento académico”, disse.

Entretanto, para que se efective a pretensão de formação de quadros competentes, o director do IFP de Quelimane, referiu que são levados a cabo vários processos no quadro formativo.

De princípio, os formandos são submetidos aos testes diagnósticos, para apurar as bagagens que trazem do ponto de vista de conhecimentos para a posterior serem desenhadas estratégias concretas para sua formação, desde a leitura, escrita oralidade e aritmética, referiu o nosso interlocutor.

De acordo com a fonte, no processo dos testes diagnósticos, o principal objectivo é identificar as fraquezas e habilidades de cada um e de seguida, encontrar-se mecanismos de superação específicas para cada um, para os que tiverem realmente algumas fraquezas intocáveis e para os que tiverem um nível que se considere bom do ponto de vista de conhecimentos, que sejam desenhadas medidas de aprimoramento.

Feitas as leituras, como avaliação da carga que os formandos trazem do nível básico? “É de lamentar, mas para o caso específico deste ano, parece que pelo menos em termo de escrita alguns apresentam um quadro aceitável e isto pode ser motivado pelo facto de a maioria ser da 12a classe e não necessariamente da 10a”, referiu.

Leia:  Automobilista viola sinalização de obras em andamento e acidenta

O IFP de Quelimane forma em apenas um ano, facto que faz com que o curso seja considerado intensivo, razão pala qual, o dirigente chama maior engajamento dos formandos e que os pais e encarregados de educação os apõem em tudo que for necessário de modo que ao final da formação, a qualidade destes seja a mais desejada possível.

A fonte referiu ainda que os formandos devem ter a componente motivação como a mais presente, pois se isso não acontecer, poderão sim ter um acompanhamento minucioso a quando da formação e inclusive poderão responder positivamente as orientações dos formadores mas depois da formação, as coisas poderão correr muito mal no campo de trabalho. “Porquê quero ser professor? essa é a questão que cada um deve fazer e responder todos os dias, pois ao se ingressar no IFP não se pode ter em vista logo à partida, o objectivo económico, pois isso coloca em causa o objectivo, número um da formação, portanto, a leccionação”, chamou atenção.

Olhe-se que aquando do processo formativo, temos um formando bastante competente, quando avaliado pelas simulações de aulas ao nível do Instituto e mesmo no estágio nas escolas aonde são afectos, mas depois da formação e colocação no seu campo de trabalho, vemos um professor péssimo. O que se passa? Questiona retoricamente a fonte, para quem há necessidade de toda sociedade engajar-se no processo de acompanhamento do professor, para que este seja mais proactivo e esse processo deve partir dos pais, a direcção da escola aonde está e os próprios colegas professores que seja também eles a ajudar, pois há os mais experientes pelo tempo que tem na profissão, referiu.

O IFP de Quelimane conta no presente ano formativo com um total de 537 formandos, e do ponto de vista logístico, o Estado aplica em média anual, um total de 6, milhões de meticais para o processo formativo naquela instituição, valor aplicado para reforçar a componente alimentar, uma vez que os estudantes pagam taxas de internamento que são aplicadas especificamente para alimentação.

Leia:  Tocova detido por posse ilegal de arma

Há gatunos escondidos no IFPQ

Entretanto, de fontes internas, o Jornal Txopela tomou conhecimento de desaparecimento de 3 telefones celulares de formandos em menos 15 dias de aulas, confrontada com a situação, a direcção do instituto, lamentou o facto e sublinhou que as medidas para pessoas de conduta duvidosa são extremas, portanto, expulsão imediata.

O Director do IFPQ, referiu que a instituição, como sugere o próprio nome, é para formar, entretanto, não pode se permitir que pessoas de conduta medíocre continuem nela, sob pena de colocar em causa aqueles que são os objectivos preconizados para a instituição.

“Aqui vem vários tipos de pessoas, concorrem e entram, uns são ladrões outros bandidos e estes não conseguem ver o que é do outrem e deixar mas o regulamento é claro quanto a estes casos, quem for apanhado é imediatamente expulso, são roubos, consumo de álcool e outras práticas nojentas” – referiu a fonte.

Sobre o desaparecimento dos celulares a fonte assegurou que medidas estão em curso com vista a descobrir os mentores e dar seu devido tratamento. Aliás, na mesma entrevista, ficamos a saber que um candidato recém-admitido, esta neste momento contas com as autoridades policiais, por ter se feito passar por um formador e burlar 8 mil meticais a uma família que queria ver sua filha integrar-se no IFPQ.

Depois de longo processo veio a descobrir-se que tratava-se de um formando, que em consonância com amigo externo, arquitectaram a burla e este foi imediatamente tomado medidas. #

LIVRE & INDEPENDENTE

© Jornal Txopela, 2017
Todos os direitos reservados
Fundado em 2014

REGISTO Nº 01/GABINFO-DEC/2016. © AFRO MEDIA COMPANY
Ir para a barra de ferramentas