Secretário-Geral da ONU quer ver continente africano a inspirar o mundo com a sua sabedoria e esperança

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United Nations High Commissioner for Refugees, António Guterres speaks with refugees from Cote d’Ivoire in Buutuo, a border town in Liberia. ;

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, escreveu uma longa declaração, depois de ter participado na 28ª Cimeira da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia, onde reflecte sobre África, afirmando-se confiante no futuro do continente onde prefere ver “esperança e potencial” que os problemas que normalmente o colocam nas bocas do mundo.

Na carta que enviou aos órgãos de comunicação social de todo o mundo, António Guterres garante estar empenhado na construção de uma plataforma eficaz de cooperação entre as Nações Unidas e os povos e os lideres de África. “Muitas vezes, o mundo olha para África pelo prisma dos seus problemas. Eu, quando olho para África, vejo um continente de esperança, promessas e um vasto potencial”, escreve o SG da ONU nesta declaração.

E defende que esta perspectiva “é essencial para conseguir um desenvolvimento inclusivo e sustentável, bem como aprofundar a cooperação para a paz e a segurança” em África, lembrando que foi esta a mensagem que levou a Adis Abeba na passada semana, onde cumpriu a sua primeira grande missão como SG das Nações Unidas, cargo que ocupa desde 01 de Janeiro. Guterres lembrou que o continente é, no mundo, aquele que mais contribui com capacetes azuis para ocorrer a conflitos em todo o planeta, é onde estão os países que mais generosidade mostram e mais refugiados acolhem, reafirmando o seu sentimento de “gratidão” por isso também.

“Estou convencido que que o mundo tem muito a ganhar com o saber, as ideias e as soluções oriundos de África”, disse, sem deixar de lembrar que é também no continente africano que estão algumas das economias que mais crescem no globo. Na longa nota que chegou aos órgãos de comunicação social de todo o mundo, Guterres debruça-se ainda sobre a sua visão das questões que envolvem as mulheres e as crianças, defende que chegou o momento em que, definitivamente, o mundo tem de pensar em função da prevenção de conflitos e não em soluções para quando estes deflagram, “quebrando o ciclo em que se responde demasiado tarde e de forma mínima”.

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E deixa um alerta sobre os porquês do surgimento de tantos conflitos no mundo: “A maior parte deles têm razões internas, são despoletados pela disputa de poder e recursos, pela desigualdade, marginalização e divisões sectárias”. E deixa uma ideia para solucionar este tipo de problemas: “A melhor forma de prevenir e garantir a estabilidade durável é o desenvolvimento inclusivo e sustentável”. “Eu não tenho dúvidas de que podemos vencer a batalha do desenvolvimento inclusivo e sustentável, que é a melhor forma de prevenir os conflitos e o sofrimento, permitindo que África brilhe ainda de forma mais vibrante e inspiradora para o mundo”. NOVO JORNAL 

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