“Táxi Mota”transforma vidas em Nampula

Agostinho Miguel

Taxi-Mota-Nampula-300x170 “Táxi Mota”transforma vidas em NampulaViver na base de táxi de ciclomotor em Nampula não surpreende a ninguém, pois nos dias que correm esta prática virou moda. Do certo é que, muitos são os que procuram a este tipo de veículos os denominados Exit Emergency, traduzido em língua portuguesa quer dizer saída de emergência, porque tem facilitado o deslocar de pessoa de um ponto para outro.

Para quem conhece Nampula, não fica alheia a esta realidade, pois verifica-se quase em todos entroncamentos de vias da urde, não só, a presenças destes, que tem vindo a ganhar paulatinamente o curso da vida, superando as dificuldades impostas pela pobreza que não passa nos rostos de muitos moçambicanos.

A nossa equipa de reportagem na província mais populosa de Moçambique, entrevistou há dias, os que depende de “Táxi Mota”, como fonte de sua sobrevivência, no qual constatamos que afinal de contas a prática de Táxi Mota é um exemplo a seguir.

Um taxista que responde pelo simples nome de Jonito, disse a nossa reportagem que o trabalho de Táxi Mota lhe rende muito, visto que conseguiu espaço para a habitação, praticando esta actividade.

Jonito um jovem dos seus 25 anos de idade é casado e pai de um filho de 1 anos e meio, entrou para o mundo de “Táxi Mota” após terminar os seus estudos, isto é o nível médio de escolaridade na Escola Secundaria de Napipine na cidade de Nampula, há sensivelmente dois anos.

A fonte precisou que optou por essa via, dado o difícil para o seu ingresso ao mercado laborar, porque nos últimos dias, a concorrência é quase renhida.

Jonito, o jovem que se sente feliz ao exercer a sua profissão, disse que, valeu a pena o que o destino lhe mostrou, porque na casa onde ele é chefe de família não falta comida ou algo semelhante.

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 Referiu que caso o destino lhe traçar outra página, vai sentir saudade de “Táxi Mota” como a seguir explica “ Meu irmão, te falo a verdade que gosto muito dessa profissão, porque não dependo de 30 dias para ter pelo menos sal de cozinha em casa. Na minha casa levo todos os dias algo para se comer”. Disse

Questionado, quantos meticais leva consigo a casa ele respondeu-nos nos seguintes moldes “ Aquilo depende do dia. Há vezes que consigo 1000 meticais se o dia for bom, e em casos de alguma efeméride esse valor ultrapassa. Se o dia estar reservado a acções diabólicas, nem 500 meticais não chega”. Vincou

Por seu turno José Armando, que desempenha o Táxi Mota na vila sede do distrito de Rapale, disse que o negócio é rentável, pois tem vindo a surtir efeitos positivos na sua vida. Exemplo disso, conseguiu matricular seus filhos a escola, para além de comprar acessórios da sua motorizada em casos de avaria.

Matos como carinhosamente é tratado na sua comunidade, sublinhou que a pratica desta actividade não depende de idade, pois ele vai completar meio século ainda no decurso deste ano, facto que obriga a levar esta actividade até ao apocalipse da sua vida. Entrou para a vida de “Táxi Mota” quando este foi dispensado do seu posto de trabalho, no Monte Nairucu, uma empresa multi-serviços sedeada algures em Rapale. Já para Domingos Rafael, outro cidadão residente na vila de Rapale disse que, o trabalho de “Táxi Mota” surtiu efeitos, sobre tudo na concretização de um dos seus objectivos que é a construção de sua residência, e a compra de uma máquina de soldar. Previu que terá um futuro brilhante através desta actividade, facto que chama a atenção a outros jovens que não têm nada por fazer para seguir o seu exemplo.

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