Campanha de EXTOR$ÃO na Frelimo ao rubro

Frelimo-Congresso-Mocuba-225x300 Campanha de EXTOR$ÃO na Frelimo ao rubroQuelimane (Txopela) – Nem mesmo com vários estudos de várias organizações nacionais e internacionais, incluindo publicações na imprensa, a mostrarem que a partidarização do Estado está a tomar proporções alarmantes, o Governo moçambicano prefere fazer ouvidos de mercador e afirmar que tudo não passa de invenção. Numa comprovada crise financeira que o país atravessa e o aperto há que os funcionários públicos estão sujeitos nos últimos dias, o partido Frelimo na província central da Zambézia decidiu ignorar e chancelou cobranças ilícitas que mesmo ao nível dos membros daquela formação política, começam a ser contestados publicamente. O Semanário Txopela apurou que pelo menos dois documentos cujo teor compelem maioritariamente funcionários públicos e responsáveis de sectores do Estado a desembolsarem valores que variam entre mil e quinhentos há vinte mil meticais a favor da Frelimo, foram colocados a circular através das redes sociais, especificamente estes valores segundo os documentos em alusão servirão de contributo monetário para a realização do décimo primeiro congresso daquela formação política.

Aos detalhes:

O Administrador do Distrito de Mocuba na Zambézia, Félix Teonas é acusado por funcionários públicos de extorsão por ter emitido um documento que obriga aos funcionários em Mocuba, maioritariamente, directores distritais e chefes de sectores à desembolsarem valores que varia entre 20 mil meticais à mil e quinhentos meticais à favor da conta nº 4992106-BIM, que segundo uma nota assinada com o punho de Félix Teonas e chancelada pelo carimbo daquela instituição governamental e que o Semanário Txopela teve acesso, tais montantes serão revertidos à favor do partido FRELIMO, especificamente refere-se à uma contribuição para a realização do decimo primeiro congresso (11º) daquela formação politica a ter lugar na cidade de Matola, Província de Maputo.

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“A contribuição vigorará a partir da data da recepção da nota com o termino no mês de Agosto de 2017. O talão de depósito deverá ser entregue no Gabinete do Administrador do Distrito que será encaminhado à DPEF (Direcção Provincial de Economia e Finanças da Zambézia) com a respectiva lista nominal dos contribuintes”. Esclarece o documento datado de 07 de Julho de 2017 com a referência nº 18 /GDM/GA. A actitude do Administrador vem sendo largamente contestada, o facto vem reacender o debate sobre a partidarização da administração pública em Moçambique.

A saga continua em Molumbo

Um outro episódio foi registado no distrito de Molumbo onde o Comité Distrital emitiu um documento de cobrança de valores monetários aos profissionais que exercem a actividade de docência na Escola Secundária de Molumbo para desembolsarem valores que iniciam de mil e quinhentos meticais à cinco mil meticais, facto agravante apurou o Semanário Txopela é que nem todos professores abrangidos pela determinação obrigatória do partido Frelimo são membros daquela formação politica. O documento que temos vindo a fazer menção abre espaço para que os abrangidos pela ordem possam pagar paulatinamente, em pelo menos três prestações os valores a que são exigidos.

1º Secretario da Frelimo na Zambézia distancia-se

A Reportagem do Semanário Txopela abordou recentemente no Distrito de Milange o 1º Secretario desta formação política, Paulino Lenço a quando da realização do encontro de avaliação do desempenho dos municípios liderados pela Frelimo no presente quinquénio ao nível da Zambézia, numa breve entrevista Paulino Lenço refutou as acusações alegando que não existe nenhuma ordem do Comité Provincial para que os comités distritais ou administradores distritais procedam nestes moldes advogando que “é um mal entendido, nós reconhecemos o trabalho que o governo tem e como partido temos o nosso trabalho, não confundimos porque a Frelimo é uma partido que esta bem estruturado e o governo esta bem estruturado, mas há pessoas que podem confundir, e nos como partido ao nível da província condenamos”- vaticina

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O problema não é recente e fruto de muitas décadas no Governo de um único partido: as instituições públicas de Moçambique estão praticamente nas mãos da FRELIMO. Algo que tem que mudar, exigem oposição e sociedade civil. Aumenta a pressão dos partidos da oposição para que seja proibido o exercício de toda a actividade partidária nas instituições públicas.

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