ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2018: “Apenas os cidadãos eleitores é que devem exercer soberania”

Eleicioes-Zambezia-300x170 ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2018: “Apenas os cidadãos eleitores é que devem exercer soberania”— Emilio Mpanga, presidente da Comissão Provincial de Eleições — Zambézia

Quelimane (Txopela) — O Presidente da Comissão Provincial de eleições na Zambézia, Emilio Mpanga exige maior responsabilidade aos recém empossados presidentes das comissões distritais de eleições.

Este apelo foi proferido há dias durante a cerimónia de empossamento dos novos presidentes das comissões distritais de Quelimane, Milange, Alto-Molócuè, Gurue, Maganja da Costa e Mocuba.

A actividade inseriu-se no âmbito dos preparativos as eleições autárquicas do próximo ano que marca o fim da primeira etapa da instalação dos órgãos de apoio à comissão nacional de eleições.

Mpanga falando aos recém empossados solicitou maior responsabilidade de forma a garantir um escrutínio livre justo transparente.“O acto de tomada de posse que acabamos de testemunhar acresce em cada um de nos como órgãos eleitoral a elevada responsabilidade e compromisso de orientar e dirigir a comissão distrital de eleições no sentido de encaminhar o processo eleitoral com elevado sentido e cultura de paz, tolerância, dialogo, independência, integridade e imparcialidade”

Emílio Mpanga na ocasião vaticinou à necessidade de os dirigentes dos órgãos eleitorais absterem-se de quaisquer vínculos político-partidários e evidenciarem-se pelo profissionalismo fazendo valer os valores de justiça, primando por igual tratamento e igual oportunidade aos partidos políticos deixando apenas que os cidadãos exerçam à soberania e livre expressão da sua vontade como exercício de legitimação dos órgãos autárquicos a serem eleitos.

A cerimónia de tomada de posse dos novos presidentes distritais das comissões contou com a presença de membros do executivo provincial da Zambézia, Governo Distrital de Quelimane e demais personalidades influentes na esfera pública.

Estes apelos de Mpanga surgem numa época em que as vozes de partidos políticos da oposição principalmente acusam a Frelimo de instrumentalizar os órgãos de administração do processo eleitoral para oferecer tratamento rude e discriminatório as outras forças políticas, de igual forma de usar a Policia da República de Moçambique, as forças de intervenção rápida principalmente para amedrontar a população nos locais de votação. Mpanga explica que tais comportamentos são atentatórios a imagem do processo e ao Estado de direito moçambicano, apelando aos presidentes das comissões distritais maior transparência e credibilidade destas eleições e que deverão contar com a presença expressiva dos três partidos políticos mais sonantes em Moçambique, nomeadamente o MDM, RENAMO e FRELIMO no palco da luta pelo poder.

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