“Queremos que Namacurra seja uma referência nacional” — Calídia Fernando

Redacção

Calidia-Fernando-300x200 “Queremos que Namacurra seja uma referência nacional” — Calídia FernandoQuelimane (Txopela)— Falando recentemente em entrevista ao Semanário Txopela a actual Administradora do Distrito de Namacurra, Calídia Fernando, vaticinou a pretensão de posicionar aquela circunscrição na rota do desenvolvimento económico nacional.

A nossa entrevistada que também carrega a patencia de major das Forças de Defesa de Moçambique nos ombros, declarou estar satisfeita com o nível de execução das suas actividades mormente no que diz respeito a produção e produtividade agrícolatendo afirmado que o distrito está livre da fome e tenciona que a actual situação seja prevalente até a próxima colheita.

Segundo Calídia, o distrito de Namacurra tem excedentes suficientes para garantir a alimentação dos seus residentes até a próxima safra,dado que o Governo do Distrito, em coordenação com os seus parceiros de cooperação, desenvolveu várias actividades de sensibilização junto dos camponeses no sentido de intensificar a produção em massa dos produtos de primeira necessidade como o milho, o arroz, as hortícolas, as leguminosas e feijões, para garantir que a fome no distrito de Namacurra passe para a história.

O principal desafio da governação refere a administradora,prende-se com a questão de consciencialização dos produtores no sentido de evitar que comercializem os seus excedentes de forma irracional e recorda: “sabemos que produzimos o bastante para este ano, mas quero pedir aos meus irmãos de Namacurra para que não vendam tudo o que têm, temos que saber dividir os produtos em três partes diferentes: produtos para alimentação até a próxima época, produtos para a próxima sementeira e os produtos que forem a sobrar podemos vender para atender as outras necessidades, porque se não formos a agir desta maneira corremos o risco de vender tudo e acabarmos ficando sem semente para próximaépoca”.

“Perdemos vários investidores por falta de um banco”

As reclamações dos cidadãos residentes em Namacurra relativamente a questão da instalação de uma rede bancária são antigas, a falta de uma agência bancária que facilite os processos de movimentação de dinheiro e consequentemente contribuir para o aumento do volume de negócios e outros afins pós durante muito tempo em causa a economia daquele distrito que dista a cerca de 75Km dacapital provincial.

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Calídia que falava na passada quinta-feira, à margem da sessão do Governo Provincial alargada aos administradores distritais, disse estar em curso a instalação de um balcão pertencente ao BIM (Banco Internacional de Moçambique), situação que poderá melhorar sobremaneira a vida dos cidadãos namacurrenses, dado que para encontrar aqueles serviços percorriam pouco mais de trinta (30) quilómetros até ao vizinho distrito de Nicoadala.

No entanto, a Administradora admitiu que o distrito já terá perdido vários investimentos por falta de uma agência bancária. “Durante os nossos trabalhos com os investidores já perdemos vários investimentos por não possuirmos nenhuma rede bancária no distrito, eles vinham até aqui e gostavam do lugar para os seus negócios, mas no final perguntavam se existia um banco comercial no distrito, ao aperceberem-se que não tínhamos não havia outra saída se não regressarem”. Afirmou

Enquanto o Banco não é inaugurado, quando chega o final do mês é possível notar-se ausência total dos Funcionários e Agentes do Estado nos mais diversos estabelecimentos da função pública, porque todos estão fora do distrito em busca de uma agência bancaria onde possam levantar os seus salários, ato que tem prejudicado a vida dos cidadãos que necessitam dos serviços dos públicos e põe em causa o desenvolvimento sustentável que o país almeja alcançar.

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