[:pt]Presidente namibiano anuncia auditorias ao “estilo de vida” dos seus ministros para combater corrupção[:]

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Hage-Geingob-300x150 [:pt]Presidente namibiano anuncia auditorias ao "estilo de vida" dos seus ministros para combater corrupção[:]Se um ministro tem um estilo de vida muito superior ao que o salário permite e não possui fortuna pessoal, de algum lado lhe está a vir o rendimento extra. Provavelmente da corrupção. É por isso que Hage Geingob vai auditar o estilo “lifestyle” dos seus elementos do seu executivo e todos os funcionários publicos com cargos destacados, declarando um combate cerrado à corrupção.

Hage Geingob, anunciou que todos os ministros do seu executivo vão ser sujeitos a auditórias para verificar se os seus estilos de vida condizem com os rendimentos que auferem, por forma a melhor controlar eventuais casos de corrupção ou de abuso dos cargos.

Este anúncio foi feito numa entrevista concedida pelo presidente Geingob nos Estados Unidos da América, onde está para participar na Assembleia Geral da ONU, com a sua visão da África dos dias de hoje como pano de fundo da conversa com o jornalista.

“Vamos fazer auditorias aos estilos de vida – “lifestyles audits” – porque temos de o fazer”, para melhor combater a corrupção, disse Hage Geingob, que era o que aquilo que o jornalista Shaka Ssali, do programa da Voz da América “Straight Talk” queria saber sobre que medidas o país está a desenvolver para lidar com o problema.

O presidente namibiano foi mais longe e explicou que a pergunta é simples: “se o teu salário é este, como consegues ter este estilo de vida?”.

A explicação para esta medida parte da constatação de que existe uma discrepância entre os salários e os estilos de vida de algumas pessoas.

Estas auditorias poderão ser realizadas sem um calendário específico nem com conhecimento prévio dos auditados, que podem ser “todos os funcionários públicos” da Namíbia, e tem como objectivo claro “fortalecer a transparência e a efectividade governativa”.

Afirmando que é sua opinião que o país está no bom caminho para combater a corrupção, Geingob, mostrou-se disponível para ir até onde for preciso para curvar este flagelo a uma dimensão quase nula.

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Este tipo de auditorias aleatórias a governantes e outros servidores públicos já foram conduzidas no Quénia, com bons resultados, tendo o presidente namibiano referido isso mesmo nesta entrevista concedida nos EUA.

Recorde-se que Hage Geingob recusou recentemente uma suite de cerca de 10 mil USD que os seus serviços lhe tinham reservado em Nova Iorque, optando por uma de cerca de mil, poupando mais de 240 mil USD ao Estado.

O presidente Gengob justificou esta decisão com as dificuldades que o país atravessa e porque o quarto de mil dólares tinha condições mais que suficientes para o alojar, garantindo que não estava na cidade para dormir mas sim para trabalhar. (NJ)

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If a minister has a lifestyle much higher than his salary allows and has no personal fortune, the extra income is coming from somewhere. Probably corruption. That’s why Hage Geingob will audit the style of his executive and all public employees with prominent positions declaring a closed fight against corruption.
Hage Geingob, announced that all his cabinet ministers will be audited to see if their lifestyles match the income they earn, so as to better control any cases of corruption or abuse of office.

This announcement was made in an interview given by President Geingob in the United States of America, where he is to attend the UN General Assembly, with his vision of Africa today as the background of the conversation with the journalist.

“We’re going to do lifestyles audits – because we have to do it,” to better fight corruption, said Hage Geingob, who was what the journalist Shaka Ssali of the Voice of America program “Straight Talk “wanted to know what measures the country is developing to deal with the problem.

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The Namibian president went further and explained that the question is simple: “If your salary is this, how can you have this lifestyle?”.

The explanation for this measure is based on the finding that there is a discrepancy between salaries and lifestyles of some people.

These audits may be carried out without a specific timeline or prior knowledge of the auditees, which may be “all civil servants” of Namibia, and has as its clear objective “to strengthen government transparency and effectiveness.”

Asserting that it is his view that the country is well on the way to combating corruption, Geingob has shown himself willing to go as far as it takes to bend this scourge to an almost nil extent.

This kind of random audits of governors and other public servants has already been conducted in Kenya, with good results, and the Namibian president mentioned this in this interview in the USA.

It is recalled that Hage Geingob recently refused a suite of about $ 10,000 that his services had reserved for him in New York, opting for one of around 1,000, saving more than $ 240,000 to the state.

President Gengob justified this decision with the difficulties that the country goes through and because the quarter of a thousand dollars had more than sufficient conditions to house him, ensuring that he was not in the city to sleep but to work. (NJ)

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