41 ANOS DA OTM: Trabalhadores em Quelimane exigem melhores condições de trabalho

Luís de Figueiredo

Dia-da-OTM-SINDICAL-300x150 41 ANOS DA OTM: Trabalhadores em Quelimane exigem melhores condições de trabalhoQuelimane (Txopela) — Os trabalhadores afectos aos diversos sectores laborais na cidade de Quelimane exigiram está sexta-feira, maior atenção dos empregadores para com os seus funcionários, como forma de garantir que o seu trabalho seja realmente digno e agradável.

Esses apelos foram feitos à margem da comemoração dos 41 anos da criação da Organização dos Trabalhadores de Moçambique, Central Sindical (OTM, CS) nA Praça dos Heróis Moçambicanos na cidade de Quelimane.

Germano Ribeiro de 52 anos de idade, funcionário da empresa Krustamoz, disse à Reportagem do Semanário Txopela que o relacionamento entre os trabalhadores e o patronato deve se caracterizar por um ambiente fraternal entre ambas as partes dado que os trabalhadores representam a força que garante a produção necessária para o alcance das metas desenhadas pelo patronato.

O nosso entrevistado frisou ainda que a disponibilização de material de protecção individual dos trabalhadores durante o período laboral é uma obrigação prevista nas diversas legislações que regulam o processo laboral em Moçambique e deve ser cumprida de forma impreterível por todos os empregadores de forma a evitar que os seus funcionários sofram acidentes durante o trabalho, o que pode os deixar inválidos ou eventualmente tirar lhe a vida.

Para Cristina Moisés, funcionária afecta ao Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social da Cidade de Quelimane, os empregadores devem tratar dos seus trabalhadores nos moldes em que eles gostariam que fossem tratados se estivessem na posição de trabalhador. Cristina disse acreditar que nenhuma pessoa no mundo gostaria de perder um órgão do seu corpo por motivos de falta de protecção no local de trabalho: “Acredito que nenhum patrão aceitaria manejar algum material sem antes se proteger usando luvas ou máscaras de protecção, isso revela que eles reconhecem que seja pertinente a protecção. O que não percebo é porque é que sabendo que é necessário se proteger para manusear as máquinas ou qualquer outra ferramenta, ainda assim permitem que os seus trabalhadores o façam sem a devida protecção. No mínimo esta é uma atitude desumana e não podemos permitir que isso continue a acontecer no nosso País” – Rematou Cristina.

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Outro aspecto que preocupa a massa laboral na cidade de Quelimane tem a ver com a sindicalização nos postos de trabalho. Augustinho Eusébio Augusto, representante do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Marinha Mercante e Pescas SINTMAP na província da Zambézia, disse ser caricato que existam até então sindicatos que não se encontram a funcionar de forma independente em certas empresas.

Augustinho defende que os sindicatos sejam órgãos de consulta dos empregadores quanto às necessidades dos trabalhadores e mediação de conflitos laborais, mas não um departamento institucional da empresa, sob pena de tudo o que for decidido pela direcção da empresa constituir uma imposição para os trabalhadores porque, segundo explicou: “uma empresa onde os membros do sindicatos são tão afáveis as decisões da empresa, perde-se automaticamente a essência de sindicato e passa a ser a fonte ou o meio de transmissão das decisões do empregador contra a vontade dos trabalhadores”.

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