Desenvolvimento agrário em Moçambique: AGRA exige pragmatismo a parceiros

Pina dos Santos

Agra-300x150 Desenvolvimento agrário em Moçambique: AGRA exige pragmatismo a parceirosMaputo (Txopela) —A Aliança Africana para a Revolução Verde (AGRA) exigiu aos seus implementadores do sector agrário um maior pragmatismo no apoio aos pequenos produtores em Moçambique. O apelo foi lançado esta semana em Maputo pelos gestores daquele organismo PanAfricano na sequência da execução da nova estratégia operativa que exige maior dinamismo.

O empoderamento dos pequenos produtores no continente é a bandeira daquela organização que incute em seus parceiros uma nova forma de encarar o processo de desenvolvimento de cadeia de valores agrário.

O representante da AGRA em Moçambique, Paulo Mole, afirmou que os implementadores estão a receber ferramentas alinhados a nova estratégia daquela organização que advoga a integração de todos os actores agrários como a chave do desenvolvimento. Os implementadores de toda a cadeia de desenvolvimento agrário representando todo o território nacional  estão desde o inicio desta semana reunidos na capital do país.

 A nova estratégia da AGRA, conforme explicou Paulo Mole,  decidiu operacionalizar suas acções nos corredores de Nacala, Beira e Vale do Zambeze, devendo desembolsar perto de 26 milhões de dólares americanos nos próximos cinco anos. Paulo Mole referiu que se pretende bons resultados no terreno, caracterizando-se por empoderamento dos camponeses a todos os níveis.

Para o nosso entrevistado, os pequenos produtores devem ser capazes de produzir para si e ainda embarcar para a comercialização.

Nos últimos dias os implementadores estão a ser capacitados em ser resilientes contra acções que eventualmente possam afectar a produção e produtividade.O representante da AGRA no nosso pais explicou ainda que a sua organização é uma aliança entre parceiros, sejam eles públicos, como privados, dai a imperatividade dos parceiros em trabalhar em equipa para derrubar o único inimigo que é a pobreza.

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“ Temos todos os tipos de parceiros que providenciam soluções. A AGRA é uma força conjunta, governo, sector privado e os beneficiários. Temos que trabalhar juntos”, disse

Nesta nova estratégia de implementação da AGRA nos próximos cinco anos prevê cobrir um milhão, quinhentos e trinta  mil  produtores no Vale do Zambeze e nos corredores da Beira e Nacala.

Neste momento quatro projectos foram aprovados para um horizonte de três anos e fazem parte do lote de 19 projectos propostos por diferentes implementadores alguns dos quais em capacitação cujo financiamento atinge já os nove milhões de dólares norte americanos.

O apelo visando a actuação com seriedade por parte dos implementadores foi igualmente lançado este ano pela presidente da AGRA, Agness Kalibata, a quando da sua visita a Moçambique.

Agness Kalibata pediu aos parceiros no sentido de reforçar a visão de integração e coordenação no quadro do plano estratégico dos próximos cinco anos.

Foi nesta linha de orientação que Kalibata assinou um memorando de entendimento com o ministro da gricultura e segurança alimentar, José Pacheco, como forma de em conjunto participarem na transformação da agricultura Africana. Os especialistas da AGRA, nomeadamente Mumbi Maina, Rebbie Harawa, Nyasha Mhosva, Ignatios Mutula, Fred Muhhuku, Qureish Noordin, Sylvia Kithinji, Hilary Tororey, perfilaram esta semana na reunião dos parceiros com matérias específicas técnicas com o propósito de melhorar a qualidade da vida das comunidades camponesas em 30 distritos onde esta organização opera no nosso país.

A comitiva dos gestores central da AGRA que se encontra em Moçambique é dirigida por David Maingi. A GRA já financiou mais de 50 milhões de dólares em várias iniciativas no país. (x)

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