Discussão entre vizinhas termina em tragédia

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Luís de Figueiredo

Quelimane (Txopela) — Uma senhora de 33 anos de idade está a contas com a Polícia da República de Moçambique no distrito de Namacurra, acusada de ter ateado fogo sobre a residência da sua vizinha, após uma forte discussão entre elas.

O facto ocorreu na passada sexta-feira 13 de Outubro, quando por motivos ainda por apurar, as duas vizinhas envolveram-se numa discussão frenética que durou metade do dia. Movida pelos nervos, a visada esperou o pôr-do-sol para entrar em acção. Depois de atear fogo na casa da sua vizinha, a acusada pôs-se em fuga, entretanto os vizinhos comunicaram o fato a polícia que de imediato tratou de activar as suas linhas operativas que culminaram na detenção da visada.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, Miguel Caetano que avançou o facto disse à reportagem do Semanário Txopela que a aludida confessou a polícia que a sua intenção era de acabar com a vida da sua vizinha, justificando-se pelo facto de a vítima ter-lhe acusado de ser feiticeira.

A casa incendiada ficou reduzida à cinzas, inclusive todos os bens que se encontravam no interior da mesma. Não houve vítimas humanas graças a atenção da proprietária da casa que ao se aperceber que a sua casa estava em chamas, se retirou imediatamente da infra-estrutura.

O Porta-voz da PRM condenou o sucedido e apelou aos cidadãos para que não pautassem pela justiça com as próprias mãos aconselhando a todos para que optassem pelo diálogo como a melhor saída para resolver as suas diferenças.

Miguel Caetano disse que a polícia continuará com acções de persuasão das comunidades no sentido de consciencializá-las quanto a necessidade de manter se a ordem e tranquilidade públicas nas comunidades e o cultivo do espírito do diálogo de forma a evitar casos semelhantes. O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia está empenhado em estreitar as ligações polícia-comunidade, um veículo que Miguel Caetano acredita ser “a melhor ferramenta para medição do estado da ordem e da tranquilidade nas comunidades”.

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