Graça Machel apela para a competição das províncias

Graca-Machel-300x200 Graça Machel apela para a competição das províncias

CUMPRIMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DA CONFERENCIA DA RAPARIGA

Quelimane (Txopela) — A activista social e matrona da Fundação para o Desenvolvimento das Comunidades (FDC), Graça Machel manifestou recentemente em Quelimane a necessidade de ver os Governos das províncias a competirem entre si, no capítulo de cumprimento das recomendações saídas da conferência da rapariga que teve lugar entre os dias 11 e 12 de Outubro corrente na cidade de Quelimane sob o lema: “INVESTIR EM NÓS É GARANTIR O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS”.

O desafio foi lançado em resposta a uma questão apresentada durante a conferência que juntou numa sala raparigas e rapazes provenientes de todos os canto do Pais, para discutir os problemas socioeconómicos e culturais que afectam esta faixa etária e procurar soluções imediatas para a mitigação e extinção dos mesmos na sociedade moçambicana.

Graça Machel disse ser necessário que o Governo apresente relatórios detalhados e discriminados por província de modo a se perceber qual das províncias está a cumprir de forma mais proactivas com as recomendações da conferência da rapariga: ”Eu penso que precisamos de começar a produzir relatórios mais detalhistas e especificados por províncias que e para nos percebermos quais as províncias que estão a cumprir cabalmente com as recomendações trazidas das nossas conferências que e para trazer um esprito mais competitivo e consequentemente conseguir granjear resultados mais positivos” – explicou.

Para a activista, é chegado momento em que todos os actores da justiça nacional e os legisladores devem arregaçar as mangas e pôr as mãos na massa no combate ao abuso de menores e a violência e violação praticadas contra os menores especificamente as raparigas: “Estamos agora a passar por uma fase bastante evoluída em termos de percepção do perigo que a violência contra os menores representa para o nosso futuro, mas não basta somente sabermos que este fenómeno representa um perigo para nos, temos que aprovar leis que protejam as crianças e que para alem de protege-las, penalizem de forma exemplar aos prevaricadores que atentem contra a integridade física e moral das raparigas”.

Leia:  Silvério dos Anjos envolvido no desvio de fundos?

Graça Machel mostrou-se preocupada com os números apresentados durante a conferência da rapariga, em relação aos casos desistências das raparigas das escolas por motivos de gravidezes precoces e/ou de casamentos prematuros indigitando que era urgente a tomada de uma posição mais radical do Governo para com os promotores de tais factos.

Refira-se que este ano, perto de 3 mil raparigas foram reconduzidas as escolas em todo o Pais, através de u8m programa que esta sendo levado a cabo pela Fundação para o Desenvolvimento das Comunidades (FDC) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para as Populações (FNUAP), com o apoio financeiro da Embaixada da Suécia.

As raparigas em alusão desistiram das escolas por motivos de casamentos prematuros e gravidezes precoces. O Governo de Moçambique através de uma coordenação multissectorial composta pelos ministérios de Género, Mulher e Acção Social e o Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano tem vindo a contribuir de forma proactiva para a efectivação destes projectos em todo o País.

LIVRE & INDEPENDENTE

© Jornal Txopela, 2017
Todos os direitos reservados
Fundado em 2014

REGISTO Nº 01/GABINFO-DEC/2016. © AFRO MEDIA COMPANY
Ir para a barra de ferramentas