Mingas encanta Brasil no lançamento do documentário Karingana

Mingas-Cantora-300x150 Mingas encanta Brasil no lançamento do documentário KaringanaA cantora moçambicana Mingas foi a figura de destaque na apresentação, no festival do Rio de Janeiro, do documentário “Karingana: licença para contar” produzido pela Cine Group

Numa plateia composta por algumas das referência das artes do Brasil, a cantora Mingas apareceu ao lado da brasileira Maria Bethânia na apresentação do documentário “Karingana: Licença para Contar”, no Festival do Rio de Janeiro.

O documentário produzido pela Cine Group e dirigido pela Mônica Monteiro, faz um reencontro entre a cultura africana e brasileira, mostrando, igualmente a evolução da língua portuguesa e o desenvolvimento da literatura em países como Moçambique e Angola.

A sua construção é feita através de um fio condutor traçado pela cantora Maria Bethânia e pelos escritores moçambicano, Mia Couto e angolano, José Eduardo Agualusa. Entre os depoimentos deles aparece, em jeito de suporte, participações de figuras como Paulina Chiziane, Calane da Silva e Lourenço do Rosário. E, como que para solidificar essa construção, Maria Bethânia recita versos de referências literárias moçambicanas como José Craveirinha.

“O convite me entusiasmou. Tenho muita atracção por toda informação que possa vir da África. A música, a poesia, a prosa me interessam. Fiz uma leitura, uma participação ao lado do Mia Couto e do Agualusa, que para mim é uma honra imensa” revelou Maria Bethânia no Lançamento do documentário no Festival do Rio.

A cantora Mingas chamou para ela a responsabilidade de mostrar o que de melhor faz-se em Moçambique em termos musicais, interpretando a capela – em português e em Xitsua – uma canção que diz ter sido ensinada pela mãe.

Foi essa actuação que recebeu aplausos da plateia e mereceu um comentário elogioso de uma das maiores referências da cultura brasileira. “Fui recebida [em Maputo] pela Mingas, que tem uma voz fora do comum. Foi uma experiência linda,” disse a a cantora brasileira.

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A artista moçambicana definiu a sua presença no Festival do Rio como surpreendente, não apenas pela Maria Bethânia, como também pelo contributo que o documentário Karingana, da Cine Group, dá para as literaturas moçambicana e angolana.

“Estou muito feliz por estar aqui. Foi uma boa surpresa o convite para participar deste festival. Foi um grande privilégio porque já adorava Maria Bethânia. Adorei não só pela Maria Bethânia, mas porque penso que é uma homenagem que ela presta aos escritores africanos. Acho fantástico este casamento de canção e literatura brasileira com africana.”

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