“Não são 25 anos de Paz, temos que descontar os anos das guerras de Guebuza e Nyusi” – Manuel de Araújo [actualizado]

Manuel-de-Araujo-4-de-Outubro-em-Quelimane-300x150 “Não são 25 anos de Paz, temos que descontar os anos das guerras de Guebuza e Nyusi” – Manuel de Araújo [actualizado]

Quelimane (Txopela) — O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, disse esta quarta-feira, 04 de Outubro em Quelimane que a comemoração dos 25 anos de Paz não constituem a verdade, porque segundo explicou aos populares presentes na praça da Paz, “temos que descontar os dois anos de guerra de Guebuza e um ano e dez meses da Guerra de Nyusi”.

Manuel de Araújo advoga que a Paz é fruto dos esforços dos próprios moçambicanos que cansados de perdas de vidas, envidaram esforços que culminaram com a assinatura dos Acordos Gerais da Paz em Roma na Itália a 04 de Outubro de 1992.

De Araújo teceu duras críticas ao Governo moçambicano pela incapacidade demonstrada ao longo dos últimos anos no dossier de paz e tranquilidade aos moçambicanos. O Autarca foi mais longe tendo acusado Joaquim Chissano e Armando Guebuza de terem recusado participar nas cerimónias de inauguração da praça da paz construída a 5 anos atrás pela edilidade e que contou com a participação de o líder da RENAMO Afonso Dhlakama e líder do PDD Raul Domingos, os restantes convidados nomeadamente: Joaquim Chissano e Armando Guebuza declinaram o convite porque, segundo explicou, estavam a preparar a compra de armamento na Correia do Norte para uma nova guerra em Moçambique.

“Nós convidamos a todos, Afonso Dhlakama, Raul Domingos, Armando Guebuza e Joaquim Chissano para a cerimónia de inauguração da Praça da Paz, mas os outros negaram porque o partido deles é vermelho, a côr de sangue, eles não querem a Paz em Moçambique, estavam na altura a preparar-se para comprar novas armas para uma nova guerra” – Palavra de Manuel de Araújo nas comemorações dos 25 anos dos Acordos Gerais da Paz.

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Importa referir que a praça da paz erguida em Quelimane, foi inaugurada a 04 de Outubro de 2012, durante as comemorações dos 20 anos da assinatura dos Acordos Gerais de Paz em Moçambique, uma cerimónia que contou com a participação de Afonso Dhlakama, Raul Domingos e o então Arcebispo Dom Jaime Filipe Gonçalves falecido no ano de 2016 na cidade da Beira, individualidades que fizeram parte do processo de pacificação de Moçambique após 16 anos de guerra sangrenta.

Dirigindo-se aos presentes na praça da Paz em Quelimane, Manuel de Araújo disse que está disposto a continuar lutando para a manutenção da Paz em Moçambique, porque segundo as suas palavras, o desenvolvimento que todos nos almejamos atingir só poderá ser possível se o Pais estiver em paz efectiva. Nesta mesma ordem de ideia, o autarca insta aos cidadãos de Quelimane para contribuírem na manutenção da Paz, cultivando um espírito de tolerância, irmandade, fraternidade e amor ao próximo.

 

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