Talho e oficina dividiam o mesmo espaço em Quelimane

Talho-Expresso-em-Quelimane-300x150 Talho e oficina dividiam o mesmo espaço em QuelimanePOT-POURRI DE SERVIÇOS: DOIS EM UM

Luís de Figueiredo

Quelimane (Txopela) — Um talho foi confiscado na passada quarta-feira 11 de Outubro na cidade de Quelimane, acusada de falta de condições higiénicas e de dupla função das instalações onde no lugar de exercer as funções pelas quais foram concebidas (venda de carne e de produtos relacionados), servia também de oficina mecânica.

O talho, que fica situado na zona nobre da cidade de Quelimane, era uma referência na procura de carne pelos cidadãos daquela cidade, dado que a zona em que se encontra é privilegiada e os munícipes acreditam que só os estabelecimentos situados na zona cimento da cidade têm condições higiénicas e materiais para a produção e conservação da carne na cidade.

Helton Varinde, técnico do Conselho Municipal de Quelimane citou o artigo 73 do regulamento de sanidade animal para sustentar a sua decisão de apreensão dos cerca de 68 quilogramas de carne de vaca: “O que nos chamou atenção foi a ausência da inspecção do Instituto Nacional das Actividades Económicas e de outras entidades responsáveis pelos serviços inspeccionários de estabelecimentos como este. Ao tentarmos averiguar, constatamos que o talho não oferecia condições para a prestação dos serviços que vinha oferecendo aos seus utentes. Como pode ver senhor jornalista, a carne esta embrulhada dentro de um saco plástico com produtos químicos e esta toda infestada de insectos (baratas) o que representa um grande atentado à saúde pública, não obstante estas constatações, fomos verificar que no mesmo espaço onde se dedicam ao tratamento da carne existem instrumentos mecânicos com grandes quantidades de ácido sulfúrico, o que não pode ser permitido” – disse Helton.

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O nosso entrevistado disse que a carne ora apreendida seria levada ao Conselho Municipal da Cidade de Quelimane para o devido tratamento e acompanhamento à Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) para procedimentos subsequentes.

O proprietário do referido talho/oficina, ao se aperceber da presença dos técnicos e da imprensa, pôs-se em fuga, deixando no estabelecimento dois dos seus trabalhadores que se declinaram a falar à imprensa alegando falta de autorização para tecer qualquer pronunciamento a respeito.

 

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