AFRICA GREAT WALL MINING COMPANY: “Chineses maltratam muito os negros”

O DRAMA DOS COLABORADORES MOÇAMBICANOS NA AFRICA GREAT WALL MINING COMPANY LDA

— Chineses pontapeiam a legislação laboral moçambicana e agridem fisicamente trabalhadores moçambicanos

Quelimane (Txopela) — Moçambicanos que se encontram a exercer diversas actividades nos escritórios da empresa Africa Great Wall Mining Company Ldaem Quelimane, uma firma de capitais chineses que se dedica a prospecção e exploração de áreas pesadas na localidade de Dea no distrito de Chinde, província central da Zambézia queixam-se de violações físicas e verbais que atentam a sua integridade, perpetradas pela administração daquela sociedade.

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Fátima Orlando, funcionaria agredida física e verbalmente pelo patronato.

A equipe de Reportagem do Semanário Txopela presenciou um destes episódios no dia 6 de Outubro de 2017 na sede da empresa em Quelimane.

Há violações grossas da lei laboral moçambicana, agressões físicas e verbais aos trabalhadores moçambicanos para além de outras astúcias perpetradas por funcionários seniores da empresa.

Eram por volta das 14 horas quando aguardava-se a presença da secretaria permanente provincial, director provincial para área de indústria e comércio e o administrador de Chinde,membros do governo destacados para a cerimónia de entrega simbólica de uma embarcação a motor ao governo de Chinde, destinada a prestação de serviços de primeiros socorros, a aludida embarcação foi alocada aquele distrito no âmbito da responsabilidade social da empresa decorrente da exploração daquele minério em Chinde.

Fatima Orlando, cidadã moçambicana que despenha as funções de cozinheira naquela empresa e que aceitou falar ao nosso jornal,diz que é vítima de humilhações e punições que iniciam desde agressões verbais e físicas em frente de seus colegas e pessoas estranhas.

“Maltratam muito os negros, não podemos dizer não ” reagia assim ao facto de ter s

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Chinês, funcionário sénior da empresa que agrediu fisicamente a funcionaria

ido espancada em frente aos jornalistas que cobriam o evento da entrega da embarcação. Diante deste episódio o Semanário Txopela buscou ouvir a posição de outros funcionários daquela empresa, todos foram unânimes em afirmar que há de facto maus tratos perpetrados pelos chineses, como acabou por confirmar ao Jornal Txopela, uma outra funcionaria identificada pelo nome de Laura “Se formos queixar as autoridades, automaticamente perdemos o trabalho, mas que há agressões físicas a funcionários, os senhores jornalistas testemunharam hoje diante dos vossos olhos, estamos fartos mas se largarmos isto o que vamos dar de comer aos nossos filhos?” questiona para depois acrescer que “Nós não podemos recusar nada, tudo que estes chineses quiserem temos de fazer”. Um outro funcionário que aceitou falar na condição de anonimato explica que estes episódios tem de a crescer sob olhar cúmplice das autoridades na província, segundo suas próprias palavras “estas situações já foram reportadas a diversas instituições, muitas vezes em cartas anónimas ou ligações até a policia mas nunca veio cá ninguém para apurar a veracidade e tem razão, o governo come nas mãos deles ”

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Polícia da República incentiva aos trabalhadores agredidos a submeterem queixa as autoridades 

A Policia da República de Moçambique, através do Comando Provincial da Zambézia falando ao Jornal Txopela já reagiu a este facto, questionado quais medidas podem ser tomadas depois da denúncia que a equipe deste jornal fez chegar, o porta-voz da corporação, Miguel Caetano, refere que nada pode fazer sem que haja uma denúncia dos trabalhadores agredidos, apelou igualmente que façam chegar a queixa a outras instituições que lidam com matérias de âmbito laboral.

A Reportagem do Jornal Txopela já tentou ouvir as declarações do Director Provincial de Trabalho e Segurança Social na Zambézia sobre o assunto conquanto até ao fecho desta edição ainda não havia se predisposto para prestar declarações ao nosso jornal.

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