Fernando Marman, 61, e Louis Har, 70, estavam entre os 253 reféns sequestrados pelo Hamas.

Nova Delhi:

Israel anunciou na segunda-feira o resgate bem-sucedido de dois reféns na cidade de Rafah, no sul de Gaza, provocando alívio e preocupações renovadas sobre a escalada da crise humanitária na região. A operação, conduzida por um esforço militar conjunto envolvendo as Forças de Defesa de Israel (IDF), o Shin Bet e a polícia, teve como objetivo libertar Fernando Simon Marman e Louis Har do cativeiro, após quase 130 dias desde que foram capturados pelo grupo palestino Hamas.

Imagens de vídeo dramáticas divulgadas pelas FDI mostram a intensidade do resgate, com as forças especiais israelenses sendo atacadas na cidade do sul de Gaza.

Fernando Marman, 61, e Louis Har, 70, estavam entre os 253 reféns sequestrados durante os ataques liderados pelo Hamas no sul de Israel, em outubro. Os reféns foram mantidos em um apartamento no segundo andar, guardado por três terroristas que foram neutralizados pela agência de segurança Shin Bet e pela unidade de contraterrorismo de elite da polícia, Yamam.

A bem sucedida operação de resgate proporcionou um raro desenvolvimento positivo no meio de uma guerra de quatro meses que devastou Gaza. No entanto, o Ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, advertiu contra a dependência exclusiva de tais extracções ousadas para libertar os restantes 134 prisioneiros ainda detidos na Faixa.

A unidade de comando Shayetet 13 das IDF escoltou Marman e Har até um heliporto improvisado, facilitando sua fuga de Gaza. Os reféns foram retirados do prédio com cordas para evitar serem detectados na rua, segundo um comandante da unidade de elite Yamam, conforme relatado por Tempos de Israel.

A operação, planeada durante semanas com diversas contingências, demonstrou a eficácia das capacidades militares de Israel. O Ministro da Defesa Gallant declarou o resgate um “ponto de viragem na campanha” contra o Hamas.

“Os militares e o Shin Bet têm trabalhado nesta operação há muito tempo… e esperaram até que as condições fossem adequadas para a levar a cabo”, disse o porta-voz do exército israelita, Daniel Hagari, numa conferência de imprensa.

O Ministério da Saúde administrado pelo Hamas relatou “cerca de 100” vítimas palestinas, incluindo crianças, em pesados ​​ataques aéreos noturnos. A já precária situação humanitária em Rafah, que acolhe centenas de milhares de palestinianos deslocados que procuram refúgio do conflito mais a norte, provocou um alarme generalizado por parte de grupos de ajuda humanitária e de governos estrangeiros.

O presidente dos EUA, Joe Biden, conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pedindo cautela e enfatizando a necessidade de um plano confiável para garantir a segurança das pessoas abrigadas em Rafah. O Catar, Omã e a Organização de Cooperação Islâmica (OIC) juntaram-se ao crescente coro de nações que expressavam preocupação com o potencial avanço sobre Rafah.

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