Uma das artes mais apuradas de André Ventura é a sua capacidade de criar narrativas contrárias à mais elementar das evidências. No debate desta segunda-feira, o seu adversário, Luís Montenegro, entrou a todo o vapor e reafirmou com argumentos duros que não fará “nenhum entendimento político com o Chega”. Porque o partido de Ventura tem “posições xenófobas, racistas e demagógicas”. Porque Montenegro recusa a linguagem de Ventura, que situa ao nível do grau zero da política. Porque, afinal, o que está em causa é uma questão de “decência política”. Depois do “não é não”, o líder do PSD reiterava a sua decisão de alcance estratégico. O que responde Ventura a esta decisão? Que Luís Montenegro “é incapaz de decidir qualquer coisa”.

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