O Ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, emitiu um alerta severo contra a possibilidade de o país sair da União Europeia, alegando que isso teria consequências desastrosas para a economia alemã.

Os comentários surgem no meio de renovados apelos por uma “saída” do partido de direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Em declarações à Bloomberg TV, Lindner sublinhou o papel crucial do mercado único da UE para a Alemanha.

Afirmou: «O mercado único da UE é da maior importância para nós. Sair da UE arruinaria a nossa economia.

“É por isso que temos que dizer às pessoas: OK, talvez vocês não estejam alinhados com as políticas governamentais, mas isso não é razão para mudar o sistema completo e para mudar a base da nossa riqueza.”

As observações de Lindner contrariam o sentimento crescente dentro da AfD, liderada por Alice Weidel, que defende a saída da União Europeia.

Weidel elogiou abertamente a decisão da Grã-Bretanha de deixar a UE e sugeriu que a Alemanha deveria fazer o mesmo.

Falando ao Financial Times no mês passado, Weidel expressou as suas preocupações sobre a estrutura da UE.

Ela disse: “Se uma reforma [of the EU] não for possível se não conseguirmos reconstruir a soberania dos Estados-membros da UE, deveríamos deixar o povo decidir, tal como a Grã-Bretanha fez.”

O impulso da AfD para um potencial “Dexit” suscitou debates nos círculos políticos alemães, com os críticos argumentando que tal medida poderia ter graves repercussões económicas.

Os fortes laços económicos da Alemanha com a UE e os benefícios derivados do mercado único desempenharam um papel crucial na sua prosperidade. O alerta de Lindner sublinha os potenciais riscos e desafios que o país poderá enfrentar se seguir um caminho semelhante ao do Reino Unido.

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