Foi na Europa agitada pelas rajadas do Maio de 1968 que Kenji Suzuki aterrou, escapando de um Japão altamente tradicionalista e crescentemente capitalista. Neste continente, o expatriado artista japonês encontrou a liberdade desejada. Ainda adolescente, em novembro de 1967, Suzuki publicou um anúncio na secção de “penpals” do jornal sueco Expressen em que declarava vontade de “estudar as tradições do país”. A intenção do anúncio era encontrar famílias que o pudessem acolher por um mês. Kenji Suzuki recebeu 21 respostas positivas. Nas páginas de “All Gates Open – The Story of Can”, livro de Rob Young (The Wire) e de Irmin Schmidt (membro da lendária banda de “Tago Mago”) publicado em 2018 –, relata-se a chegada de Damo Suzuki à pequena vila de Grasmark: “Ao sair do comboio trans-siberiano, em fevereiro de 1968, esta aldeia, que na altura mal aparecia nos mapas, iria proporcionar a Damo – barbeado, com um corte de cabelo à laia de John Lennon e com a sua guitarra, clarinete e saxofone – a sua primeira experiência não só de neve, mas da vida na Europa Ocidental”.

Artigo Exclusivo para subscritores

Subscreva já por apenas 1,54€ por semana.

Já é Subscritor?
Comprou o Expresso?Insira o código presente na Revista E para continuar a ler

Fuente