A Rússia colocou a primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, numa lista de procurados, revelou um registo oficial na terça-feira, à medida que aumentam as tensões entre a Rússia e o Ocidente sobre a Ucrânia.

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O nome de Kallas apareceu no registo do Ministério do Interior de pessoas procuradas por acusações criminais. Não especificou quais acusações Kallas estava enfrentando.

É a primeira vez que o ministério coloca um líder estrangeiro numa lista de procurados.

Kallas tem sido um forte apoiante da Ucrânia, liderando esforços para aumentar a assistência militar a Kiev e reforçar as sanções contra a Rússia.

Ela também irritou Moscou ao pressionar pela remoção de monumentos aos soldados soviéticos da Segunda Guerra Mundial. A Rússia tem leis que criminalizam a “reabilitação dos nazis” que incluem cláusulas que punem a profanação de memoriais de guerra.

O secretário de Estado da Estónia, Taimar Peterkop, também foi colocado na lista de procurados, segundo o registo.

As medidas parecem reflectir uma tentativa de Moscovo de aumentar a aposta, à medida que enfrenta a pressão dos aliados da NATO, à medida que os combates na Ucrânia se aproximam da marca de dois anos, mas significam pouco em termos práticos, uma vez que os contactos Rússia-Ocidente foram congelados durante o conflito.

Não houve reação imediata à medida por parte das autoridades estónias.

(AP)

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