São já mais de um milhão. O número oficial, confirmado pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) ao Expresso, ainda não está explanado em nenhum relatório mas é já certo que os cidadãos estrangeiros com autorização de residência em Portugal são atualmente cerca de 10% da população nacional – fazendo fé arredondada que entre entradas e saídas, nascimentos e mortes, o país mantém-se com os dez milhões de moradores.

A marca, a mais elevada desde sempre, foi atingida ainda no fim de 2023, e desde então só cresceu, sendo as nacionalidades mais representativas, por ordem de importância, o Brasil, a Ucrânia, o Reino Unido, Angola e Cabo Verde. Em matéria de entradas anuais – cerca de 300 mil no ano passado – crescem em representatividade o Nepal, o Bangladesh e a Índia. Por dia há cerca de mil novos pedidos de legalização.

São muitos imigrantes? Poucos? São precisos mais? As respostas variam consoante o quadrante político que as dá. É preciso preciso pegar em dados, enquadrar, contextualizar ao pormenor pequenino, quase ao jeito de polígrafo, pois este é um tema bipolar que muda facilmente de rosto, caso seja olhado pela direita ou pela esquerda, e sujeito a efabulações quando o discurso vem dos extremos.

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