Embora o mandato de Schopman tenha terminado, as questões que ela levantou e a controvérsia em torno da exclusão de Rani Rampal requerem uma consideração cuidadosa.

O reinado tumultuado de Janneke Schopman como técnica de hóquei feminino da Índia chegou a um fim abrupto na sexta-feira, deixando um rastro de controvérsia e perguntas sem resposta. Embora o fracasso da equipe em se classificar para as Olimpíadas de Paris tenha influenciado, Janneke Schopman lidou com a exclusão do veterano Rani Rampal continua sendo um ponto controverso.

Rani Rampal marginalizado: uma decisão controversa

Rani Rampal, um pilar da equipe indiana de hóquei feminino durante anos, foi a capitã do time que conquistou um histórico quarto lugar nas Olimpíadas de Tóquio em 2021. No entanto, ela se viu marginalizada sob a liderança de Schopman.

Explicação de Janneke Schopman:

Janneke Schopman afirmou que informou a Rani Rampal após as Olimpíadas que “era hora” de ela recuar. Ela elaborou sobre as lutas contra lesões de Rampal, afirmando que embora a jogadora tenha se recuperado, “ela não era boa o suficiente… ela não consegue correr!” Esta explicação atraiu críticas, com muitos questionando a sua validade e sensibilidade.

“Rani me disse que jogou nas Olimpíadas de Tóquio lesionada. Mas ela não contou a Sjoerd Marijne nem a mim (nas próprias Olimpíadas). Então dei a ela muito tempo para se recuperar. Ela ficou ferida por muito tempo. Ela só poderia jogar uma partida, já que a equipe médica disse que ela não poderia disputar partidas consecutivas na Pro League. Ela jogou contra a Bélgica e foi aí que tomei a decisão de que ela não era boa o suficiente para jogar a Copa do Mundo de Hóquei e os Jogos da Commonwealth em Birmingham. Essa era uma mensagem que ela não queria ouvir. Ela não concordou”, disse Schopman Esportes NNIS.

“Apoiei sua recuperação, sua reabilitação. Eu permiti que ela saísse do campus da SAI e não fizesse parte da equipe porque ela não conseguia lidar com todas essas coisas. Se você joga em equipe, você meio que precisa estar lá. Ela estava em forma depois disso. Mas não achei que ela fosse boa o suficiente… ela não consegue correr!”

Perspectiva de Rani Rampal:

Rampal afirmou que estava em condições de jogar e contestou a avaliação de Schopman.

Preocupações mais amplas de Schopman:

A renúncia de Schopman não se baseou apenas na saga Rampal. Ela também fez duras críticas ao Hockey India, expressando sentimentos de desrespeito, falta de apoio e tratamento desigual em relação ao time masculino.

Seu colapso emocional ao relatar sua experiência destacou ainda mais as complexidades que ela enfrentou.

Olhando para o futuro:

Embora o mandato de Schopman tenha terminado, as questões que ela levantou e a controvérsia em torno da exclusão de Rani Rampal requerem uma consideração cuidadosa.

À medida que o hóquei feminino indiano procura avançar, será crucial abordar estas preocupações e construir uma cultura de inclusão e respeito. Além disso, garantir a transparência e a comunicação clara entre jogadores, treinadores e gestão será vital para promover um ambiente de equipa forte e unido.

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