Depois de oito vitórias consecutivas, o Sporting voltou a perder pontos no campeonato, com um empate (3-3) em Vila do Conde com o Rio Ave. Os “leões” estiveram a perder duas vezes, mas o melhor que conseguiram foi mesmo a divisão de pontos com a equipa da casa, perdendo a oportunidade de se juntarem ao Benfica no comando – ficaram a dois pontos das “águias”, mas continuam com um jogo em atraso.

Não terá havido muitos jogos neste campeonato tão animados como este confronto à chuva e ao vento em Vila do Conde. Ofensivo, caótico, com erros, golos e troca no comando do resultado. Seguramente que nem Luís Freire nem Rúben Amorim gostaram, sobretudo, no que diz respeito à parte dos erros não forçados, mas foi um espectáculo digno de se ver, emocionante e imprevisível. Um “leão” mais frágil do que o habitual na defesa, mas potente no ataque, contra um adversário em que a posição delicada na tabela esconde boas ideias e meios humanos para as concretizar.

O Rio Ave é uma equipa que tem passado a época toda a causar problemas aos adversários teoricamente mais fortes. O FC Porto, por exemplo, já sofreu na pele o perigo vilacondense – ganhou na primeira volta com dois golos na compensação, empatou há poucas semanas. E o Benfica também esteve a perder na Luz e passou um mau bocado. O Sporting não queria passar pelo mesmo, até porque entrava em campo depois da goleada “encarnada” na Luz ao Portimonense e com o imperativo de ganhar para se manter na liderança.

As duas equipas ainda estavam a adaptar-se à noite fria de Vila do Conde e já o marcador estava a funcionar. Logo aos 3’, Fábio Ronaldo elevou a bola para o flanco esquerdo, na direcção de Umaro Embaló. O extremo formado no Benfica tirou Geny Catamo do caminho e, já dentro da área, fez o 1-0, num tiro indefensável para Adán.



O Sporting foi rápido a responder a esta entrada fulgurante do Rio Ave. Aos 9’, depois de um mau alívio de Josué a um cruzamento de Morita, Hjulmand ficou em boa posição e atirou a contar – segundo golo do dinamarquês no campeonato. Os “leões” bem tentaram construir sobre a reacção rápida e tiveram as suas oportunidades de concretizar a reviravolta, com três tiros à baliza detidos pelo guarda-redes Jhonatan – dois de Gyökeres, um de Trincão.

O Rio Ave também teve os seus momentos para recuperar o comando do marcador, primeiro num remate de Embaló que saiu por cima, após passe atrasado de Aziz, depois com um tiro de Fábio Ronaldo que foi ao poste. Acabaria por ser o Sporting a colocar-se na frente. Aos 44’, um erro de Amine na construção deixou Gyökeres em posição de tiro e o sueco não falhou na hora de marcar o seu 30.º golo e o 100.º do Sporting na temporada.




Só que o Sporting, que tinha ficado sem Trincão por lesão, nem teve tempo de saborear a vantagem. Dois minutos depois, Nuno Santos derrubou Costinha na área “leonina” e, na conversão do penálti, Aziz fez o empate. E assim se chegava ao intervalo. Era impossível que a segunda parte fosse tão animada como a primeira? Não era.

O Rio Ave reentrou no jogo da mesma maneira, com intenção ofensiva declarada e, aos 67’, beneficiou de novo penálti, com Aziz a ser derrubado por Adán, depois de uma saída disparatada do guarda-redes espanhol. O avançado ganês voltou a ser competente na conversão do castigo e devolveu a vantagem à equipa da casa.

Desta vez, foi o Rio Ave a ter pouco tempo para se habituar à vantagem porque, aos 72’ Coates nivelou o marcador, com um cabeceamento certeiro após cruzamento de Morita, na sequência de um lançamento rápido. Empate 3-3 e 20 minutos ainda para jogar. Iríamos ficar por aqui? Tirando uma expulsão de Pantalon em cima dos 90′, nada mais aconteceu.

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