No primeiro discursos como primeiro-ministro, Luís Montenegro desafiou PS a deixar governar até ao fim da legislatura. “Não é um cheque em branco” mas também não é “um cheque sem cobertura”, apontou, desafiando o PS, “que governou 22 dos últimos 28 anos”, a clarificar a sua atitude: “Ser oposição democrática ou ser bloqueio democrático.”

Aos socialistas que apontam o caminho “fácil” para resolver os problemas sociais mais urgentes do país por causa do superavit orçamental, o líder social-democrata lembra que é preciso pôr em prática “reformas estruturais”, mas sem ilusões sobre os “cofres cheios”.

Reiterando o compromisso de baixar os impostos, Montenegro detalhou o alívio fiscal no IRS, no IRC e na isenção do IMT para a compra de primeira casa.

O líder do PSD prometeu investir no combate à corrupção, que deve ser uma luta “nacional” e, para isso, vai propor a todos os partidos com assento parlamentar a “abertura de um diálogo com vista a fixar uma agenda ambiciosa, eficaz e consensual de combate à corrupção”.

O Presidente da República começa por agradecer ao Governo de António Costa. Afirma que a participação eleitoral a 10 de Março “foi um voto de fé na democracia ao inverter a abstenção que parecia imparável”, querendo dizer que o voto, a democracia e a liberdade “valem sempre a pena”, e lembrando que se celebra os 48 anos da votação da Constituição.

“O mundo não ajuda, mas a governação interna pode ajudar”, aponta Marcelo Rebelo de Sousa.



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