Os espectadores portugueses não se podem queixar: tiveram há muito pouco tempo, em Março, a possibilidade de verem Yannick e, simultaneamente, de se actualizarem em relação a uma mostra “essencial”, cinco títulos de um total de 13, de um realizador que vem progressivamente encorpando relevância na sua dimensão surrealizante, Quentin Dupieux. Actualizados que estamos, podemos então saborear melhor o momento por ele, Dupieux. É que, não será por conseguinte por acaso, o cineasta francês, autor em 2010 de um filme sobre um pneu assassino em série (Pneuevidentemente), vai abrir o Festival de Cannes, dia 14 de Maio, com o seu último filme, O Segundo Atoexibido fora de competição. A direcção do festival comunicou assim o filme de abertura da 77ª edição, precisando que nesse dia o filme estreia-se no mercado francês.

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