O FC Porto deu esta quarta-feira, em Guimarães, um passo importante rumo à final da Taça de Portugal, fruto do triunfo, por 0-1, sobre o Vitória, consumado por Pepê, autor do golo que decidiu a primeira mão da meia-final no Estádio D. Afonso Henriques.

Os portistas superaram a derrota com o Estoril, para a Liga, e ganharam vantagem para o encontro da segunda mão, no Dragão, onde a formação minhota terá de se transcender se quiser repetir a final de 2016/17.

No Vitória, embalado por quatro triunfos consecutivos, Álvaro Pacheco só fez uma alteração, com Bruno Varela a assumir a baliza após ausência por lesão. Já Sérgio Conceição, sem os suspensos Diogo Costa e Francisco Conceição, decidiu ainda trocar o lateral João Mário por Jorge Sánchez.



O mexicano esteve sempre em jogo, mas o jovem extremo Gonçalo Borges, também chamado à titularidade, demorou a libertar-se dos nervos, condicionando o jogo exterior, já de si muito limitado pela marcação de Bruno Gaspar a Galeno no flanco oposto.

Sem verdadeiros desequilibradores, o jogo ficava refém do facto de a eliminatória ser disputada a duas mãos, aconselhando prudência.

Assim, assistiu-se a uma primeira parte em que o Vitória procurou neutralizar um FC Porto que teve mais iniciativa, controlou o ritmo e mandou na bola, sem que isso se traduzisse em ocasiões de golo junto da baliza de Bruno Varela.




Em matéria de finalização, foi, aliás, preciso esperar pelos nove minutos de compensação dados na sequência de paragem longa (choque de cabeça de Sánchez e Mangas) para os avançados mostrarem as garras.

Os “dragões” tinham sido os únicos a visar a baliza, sempre por Galeno (3 e 43’), e voltaram a dar o mote com Nico González e Alan Varela a ameaçarem marcar, numa fase em que o golo poderia ter surgido em qualquer das balizas, com João Mendes a quebrar o tabu vitoriano.

Antes, uma decisão difícil na área minhota, após choque de Gonçalo Borges e Bruno Varela, com os portistas a reclamarem um penálti que o VAR descartou, imune às críticas dirigidas pelo treinador portista às arbitragens.

No regresso das cabinas, o Vitória mostrou uma dinâmica mais consentânea com as aspirações de chegar ao Jamor, insinuando-se através de Nélson Oliveira praticamente no primeiro ataque da segunda parte.

“Ousadia” paga quase de imediato, logo após Ricardo Mangas ter travado um ataque com selo de golo. À segunda, na sequência de um cruzamento teleguiado de Nico González, Pepê antecipou-se à defesa e bateu Bruno Varela, que poderia ter feito muito mais para evitar o golo dos “azuis e brancos”.

O carácter da eliminatória mudava, obrigando o Vitória a expor-se mais, a contribuir para um jogo mais empolgante, de risco constante, com os locais em busca do empate e os portistas a explorarem as transições.

Aliás, só a ineficácia portista mantém a eliminatória aberta, depois de o Vitória ter perdido a serenidade, entrado em desespero e permitido diversas vagas de ataque do adversário.

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