O ex-primeiro-ministro francês Edouard Philippe está cooperando com as autoridades, disse seu gabinete na quarta-feira, depois que a polícia revistou as instalações de seu escritório como parte do que uma fonte judicial disse ser uma investigação preliminar sobre uma possível corrupção.

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Philippe, o prefeito de Le Havre, é amplamente visto como um potencial candidato à sucessão de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas de 2027.

A fonte judicial, falando à Reuters sob condição de anonimato, disse que a busca fazia “parte de uma investigação preliminar aberta em dezembro de 2023 sobre acusações de tráfico de influência, favoritismo, apropriação indébita de fundos públicos e assédio psicológico”.

O gabinete de Philippe afirmou em comunicado que ele e a sua equipa “estão inteira e serenamente à disposição dos procuradores para fornecer todos os elementos necessários à investigação”.

Anteriormente, em declarações ao canal de notícias BFM TV, Philippe disse que ele e sua equipe planejavam mostrar aos investigadores que “respeitamos as regras”.

O jornal francês Le Monde, que primeiro noticiou a investigação, disse na quarta-feira que ela tinha como alvo direto Philippe, bem como alguns de seus assessores.

Philippe renunciou ao cargo de primeiro-ministro em 2020, antes de uma remodelação governamental. Ele foi o primeiro primeiro-ministro de Macron, tendo desertado do partido conservador Les Republicans para se juntar à equipe do presidente após as eleições de 2017.

Em 2020, Philippe foi reeleito prefeito de Le Havre, uma cidade portuária industrial no norte da França onde construiu sua carreira política.

(Reuters)

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