A maioria dos bancos centrais continua a optar por não cortar nos juros. Em março, nas 45 reuniões realizadas, os decisores de 24 bancos centrais decidiram manter as taxas diretoras inalteradas. Nesse grupo, integraram-se o Banco Central Europeu (BCE), a Reserva Federal norte-americana (Fed), o Banco Popular da China (PBOC) e o Banco de Inglaterra (BoE), quatro dos cinco maiores bancos centrais do mundo em valor dos ativos.

Ainda assim, mais do que duplicou, face a fevereiro, o número de bancos centrais que optaram por cortar os juros. Incluindo uma surpresa: a decisão do Banco Nacional da Suíça (BNS) de reduzir a taxa diretora de 1,75% para 1,5%. Os banqueiros centrais helvéticos foram os primeiros, nas economias desenvolvidas, a dar o passo para o início de um ciclo de redução dos juros, mas não se comprometeram com mais nenhum corte em 2024.

A confirmação das expetativas que havia para março consumou-se com a decisão do Banco do Japão (BoJ), de finalmente terminar com uma taxa de juro negativa (-0,1%) que mantinha desde 2016, tendo subido os juros para o intervalo entre 0 e 0,1%, com os analistas a adiantarem nova subida em outubro. O BoJ é o quarto maior banco central do mundo, depois da Fed, BCE e PBOC.

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