Não tem dia ou hora marcada. Mas tem previsão: até junho. Avançou esta quarta-feira o ‘Guardian’, citando fontes das secretas daquele país, que a Ucrânia pretende fazer explodir a ponte Kerch, que liga a península da Crimeia (anexada por Moscovo em 2014) à Rússia e que tem 19 quilómetros, representando um “símbolo” de conquista para o Kremlin e cuja destruição simbolizaria uma reconquista para os ucranianos. Não é a primeira nem é a segunda; é a terceira vez que a Ucrânia o tentará.

Ainda segundo fonte do serviço de informações militares da Ucrânia (GUR), Kyrylo Budanov, o chefe dos serviços secretos, já terá “a maior parte dos meios para realizar este objetivo” – e o plano já terá o aval do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Zelensky viu contudo Olaf Scholz, chanceler alemão, recusar-lhe o pedido de um míssil Taurus KEPD-350 de longo alcance que poderia ter, alegadamente, como “destino” a ponte Kerch.

Caia ou não caia a ponte Kerch, a Ucrânia vai continuar a retaliar contra território russo. Esta quarta-feira Mykhailo Podolyak, que é um dos dos principais assessores do Presidente Volodymyr Zelensky, deixou essa garantia em jeito de pergunta, pergunta em jeito de resposta: “Se não atacarmos as infraestruturas de guerra da Rússia, incluindo o petróleo refinado, como poderemos reduzir significativamente o potencial de agressão? Ou será que preferimos viver com o medo existencial de esperar por uma Terceira Guerra Mundial?”

A declaração surge nem 24 horas após o secretário do Estado norte-americano Antony Blinken, de visita oficial a França, ter dito que não apoiava tais ações ucranianas. A Ucrânia, contudo, garante que se tratarão sempre de ataques específicos e sustentados pelo Direito Internacional.

OUTRAS NOTÍCIAS QUE MARCARAM O DIA

⇒ “A Ucrânia tem necessidades urgentes.” Partindo deste presuposto, Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, anunciou esta quarta-feira um “quadro financeiro multianual” de apoio à Ucrânia, sem revelar o valor. Não foi preciso: na terça-feira a Reuters já tinha avançado que seriam 100 mil milhões de euros, para apoiar a Ucrânia durante cinco anos.

⇒ E se Trump vencer as eleições nos Estados Unidos? Que influência terá essa vitória trumpista na Guerra na Ucrânia? E beneficia a quem, Putin ou Zelensky? Os analistas não têm grandes dúvidas: se Putin quer vencer Kiev, terá primeiro de “vencer” em Washington.

Fuente